Violência contra a mulher: um mal que persiste em 2025

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em 2025, o Brasil testemunhou um triste cenário de violência contra a mulher, com doze vítimas a cada 24 horas, totalizando mais de 4,5 mil vítimas ao longo do ano. Os dados alarmantes foram revelados pelo boletim “Elas Vivem: a urgência da vida”, produzido pela Rede de Observatórios da Segurança e divulgado recentemente. A instituição acompanha nove estados do país: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

O relatório destacou um aumento de 9% no número de casos em comparação com o ano anterior. Além disso, foram registrados mais de 950 casos de violência sexual ou estupro, representando um aumento de cerca de 56%, com a maioria das vítimas sendo crianças e adolescentes. A pesquisa ainda apontou quase 550 casos de feminicídio e sete de transfeminicídio.

O cenário no estado do Pará

Dentre os estados analisados, o Pará se destacou com o maior aumento percentual nas ocorrências, registrando 138 mortes de mulheres e um crescimento de 167% nos casos de abuso sexual.

O papel dos agressores

A pesquisa identificou que os principais agressores são companheiros e ex-companheiros, seguidos por familiares e namorados ou ex-namorados. A pesquisadora Tayná Boaes, da Rede de Observatórios da Segurança, ressaltou a gravidade da violência perpetrada pelos parceiros, apontando que 78,5% das violências são cometidas por eles, revelando uma intimidade perturbadora e uma legitimação da posse.

Denúncia e prevenção

Boaes destacou a importância das denúncias, que podem ser feitas pelo 180, Central de Atendimento à Mulher, ou pelo 190 em casos de emergência. Além disso, existe a possibilidade de procurar delegacias especializadas no atendimento à mulher e, no caso de violência envolvendo crianças e adolescentes, acionar o Disque 100.

O estudo ressaltou a necessidade de campanhas estruturais de prevenção, enfatizando que os estados e o governo federal devem atuar não apenas na resposta imediata, mas também na educação de base, na desconstrução cultural e no engajamento social para combater efetivamente a violência contra a mulher.

É crucial que a sociedade como um todo se mobilize para enfrentar e erradicar esse grave problema, garantindo a segurança e a dignidade de todas as mulheres. A luta contra a violência de gênero é um compromisso de todos e todas, e é fundamental que cada um faça a sua parte para construir um mundo mais justo e igualitário.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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