Alunos da UFPA fazem ‘vaquinha’ para representar o Pará na maior simulação jurídica do mundo nos EUA

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Um grupo de estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) está mobilizando uma vaquinha virtual para garantir sua participação na Philip C. Jessup International Law Moot Court Competition, a maior competição de simulação jurídica do mundo. Após um desempenho notável na fase nacional, onde derrotaram equipes de universidades renomadas, eles agora se preparam para representar o Brasil na etapa internacional, que ocorrerá em Washington, D.C., entre 28 de março e 4 de abril.

A equipe da UFPA, composta por dez estudantes do curso de Direito, precisa arrecadar R$ 120 mil para cobrir despesas como passagens aéreas, hospedagem e alimentação. Até o momento, conseguiram reunir R$ 6.694,79, um valor ainda longe do necessário e que revela o desafio financeiro enfrentado por grupos acadêmicos de instituições públicas. As doações podem ser feitas diretamente na plataforma da vaquinha ou por meio de uma chave PIX.

Relevância e histórico da competição

A Philip C. Jessup International Law Moot Court Competition foi criada em 1959 e se tornou um marco na formação de estudantes de Direito e Relações Internacionais. Com a participação de mais de 700 instituições de ensino de mais de 100 países, a competição simula julgamentos na Corte Internacional de Justiça, o principal órgão judicial da Organização das Nações Unidas (ONU). A UFPA, ao se classificar, não só representa o Pará, mas a própria Amazônia no cenário jurídico internacional.

A vitória na etapa nacional é um feito inédito, especialmente para uma universidade pública da região Norte do Brasil. Giovana Camelo do Nascimento, uma das integrantes da equipe, salienta a importância do resultado: “Nos sentimos honrados em representar o Brasil nas rodadas internacionais. Em nossa primeira participação, conquistamos uma medalha de bronze, algo que nunca havia ocorrido na história da competição”, disse.

A trajetória da equipe e desafios enfrentados

A preparação dos alunos começou em 2025 e incluiu uma rotina intensa de estudos e treinamentos, abrangendo temas complexos do Direito Internacional Público. As aulas semanais em inglês foram essenciais para o desenvolvimento das habilidades necessárias para a competição. Além disso, o feedback recebido na fase nacional foi crucial para aprimorar a técnica e a oratória dos participantes.

Dalila de Léllis Bastos Tagore Rocha da Silva, outra integrante da equipe, ressalta que a participação na Jessup vai além de um simples desafio acadêmico. “Representar a Região Norte e o Brasil é uma conquista histórica. Estamos abrindo portas para que mais vozes da Amazônia sejam ouvidas no cenário jurídico internacional”, afirmou. A expectativa é alta, e a equipe está determinada a mostrar a qualidade da educação e do potencial da UFPA.

Mobilização e apoio da comunidade

A arrecadação de fundos é um dos principais obstáculos que a equipe enfrenta. A realidade financeira de instituições públicas, especialmente na região Norte, muitas vezes limita a capacidade dos estudantes de participar de eventos internacionais. Por isso, a vaquinha virtual não é apenas um pedido de ajuda financeira, mas uma mobilização da comunidade em torno do potencial dos jovens advogados paraenses.

A participação na Jessup não é apenas uma oportunidade de aprendizado, mas também uma chance de visibilidade para a UFPA e para a Amazônia. Os alunos têm se esforçado para mostrar que a educação pública pode competir em nível internacional. O apoio da sociedade é fundamental, pois cada contribuição, por menor que seja, pode fazer a diferença na realização desse sonho.

O futuro e a importância da experiência

Giovana destaca a importância da experiência internacional que a competição proporciona: “A Jessup é uma comunidade incrível, e a rodada final é julgada por juízes da própria Corte Internacional de Justiça da ONU. Essa oportunidade é única e pode abrir muitas portas para a nossa carreira e para a visibilidade do nosso estado no cenário jurídico mundial”.

A jornada da equipe da UFPA é um exemplo de perseverança e determinação. A mobilização em torno de sua participação na Jessup é uma demonstração de como a educação pública pode se destacar e como o apoio da comunidade pode ser decisivo para o sucesso dos estudantes. A expectativa é que, com o apoio necessário, eles possam representar o Brasil e a Amazônia com excelência e competência.

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