O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (28) que “Cuba é a próxima”, durante um discurso em um fórum de investimentos em Miami. Ele elogiou os sucessos das ações militares dos EUA na Venezuela e no Irã, insinuando uma possível intervenção na ilha caribenha.
Embora Trump não tenha detalhado suas intenções em relação a Cuba, ele frequentemente menciona que o governo de Havana, que enfrenta uma severa crise econômica, está à beira do colapso. O presidente dos EUA enfatizou a necessidade de ação em sua fala, afirmando: “Eu construí esse grande exército. Eu disse ‘Você nunca terá que usá-lo.’ Mas, às vezes, é preciso usá-lo. E, a propósito, Cuba é a próxima”.
A crise em Cuba e o embargo
Cuba enfrenta um embargo severo imposto pelos Estados Unidos, que inclui a proibição de fornecimento de petróleo da Venezuela, resultando em uma grave crise energética na ilha. Nos últimos meses, o país tem enfrentado apagões frequentes, afetando mais de 10 milhões de pessoas, além de hospitais e escolas.
Reações e implicações
A declaração de Trump gerou reações diversas, com críticos alertando sobre as consequências de uma possível intervenção militar. A situação em Cuba é complexa, e uma ação militar poderia agravar ainda mais a crise humanitária que já se desenrola no país.
Contexto histórico
A relação entre os Estados Unidos e Cuba tem sido marcada por tensões desde a Revolução Cubana, em 1959. O embargo econômico, que se intensificou ao longo dos anos, tem sido um ponto central nas discussões sobre a política externa americana na região. As recentes declarações de Trump podem sinalizar uma mudança na abordagem dos EUA em relação a Cuba, especialmente em um contexto de crescente instabilidade na América Latina.
* Com informações da Reuters