Tribunal mantém condenação do Paysandu em disputa com Hélio dos Anjos

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A disputa judicial entre o Paysandu Sport Club e seu ex-treinador, Hélio dos Anjos, ganhou um novo e significativo capítulo nos tribunais. O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) decidiu manter integralmente a condenação em primeira instância do clube bicolor, referente a um processo movido pelo técnico que exige o pagamento de mais de R$ 2,3 milhões. Este montante inclui salários atrasados, premiações por títulos e verbas rescisórias. A decisão, apesar de reafirmar a obrigação financeira do Paysandu, ainda cabe recurso, prometendo estender a prolongada batalha legal. Além da condenação do clube, a decisão judicial também reiterou a aplicação de uma multa de 2% sobre o valor da ação a Hélio dos Anjos, por conduta considerada misógina.

A decisão do TRT8 e a condenação milionária

Detalhes da primeira instância e valores
Em março de 2025, o Paysandu foi inicialmente condenado a desembolsar mais de R$ 2,3 milhões para seu ex-comandante. Este valor substancial abrange uma série de pendências financeiras reconhecidas pela Justiça. Entre os itens da cobrança estão salários em atraso, o reembolso de passagens aéreas, premiações referentes aos títulos do Campeonato Paraense e da Copa Verde conquistados sob sua gestão, além de verbas rescisórias e direitos de imagem. A decisão em primeira instância deu início a uma intensa batalha judicial que tem mobilizado as partes nos tribunais.

O recurso do Paysandu e a manutenção da sentença
Após a condenação inicial, o Paysandu apresentou um recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8), buscando a anulação de parte da sentença. O clube argumentava que a saída do técnico deveria ser enquadrada como justa causa, o que alteraria significativamente as obrigações financeiras. Contudo, o TRT8, após analisar detalhadamente os argumentos apresentados pela defesa do Paysandu e toda a documentação do processo, optou por manter integralmente a condenação original. A decisão do tribunal reforça a interpretação de que a rescisão contratual com Hélio dos Anjos não configurou justa causa e que as verbas devidas ao ex-treinador são legítimas.

Acusações de misoginia e a multa ao treinador

O pedido de justiça gratuita e a conduta no tribunal
A complexidade do caso se aprofundou com um incidente envolvendo o próprio Hélio dos Anjos. Em setembro de 2025, o treinador solicitou o benefício da justiça gratuita, alegando prejuízos financeiros devido à demora do julgamento. Contudo, seu pedido foi negado. Durante a mesma ação, um desembargador relator do caso apontou uma conduta de possível misoginia por parte do treinador, direcionada à juíza responsável pela audiência. Segundo o magistrado, Hélio dos Anjos teria demonstrado um comportamento inadequado, interrompendo falas e desrespeitando as diretrizes da juíza, que precisou intervir para manter a ordem.

Histórico de comportamento e a visão do desembargador
O desembargador relator não apenas destacou o episódio de misoginia, mas também fez referência a um possível histórico de condutas problemáticas por parte do treinador. Ele mencionou que o Paysandu já havia sido punido anteriormente por atitudes homofóbicas atribuídas ao próprio reclamante, Hélio dos Anjos, contra a Justiça. O magistrado expressou sua preocupação com o perfil do trabalhador, afirmando: “Me parece ser um perfil desse trabalhador. Além de homofobia, talvez misoginia.” Como resultado dessa avaliação e do comportamento observado em audiência, foi aplicada uma multa de 2% sobre o valor total da causa a Hélio dos Anjos, o que corresponde a aproximadamente R$ 46 mil em custas processuais.

O contexto da saída de Hélio dos Anjos do Paysandu

Período no comando e conquistas
Hélio dos Anjos esteve à frente do Paysandu entre 2023 e 2024, um período de grande atividade para o clube. Durante sua gestão, o treinador comandou a equipe em 62 jogos e foi responsável pela conquista de dois títulos importantes para o Paysandu: o Campeonato Paraense e a Copa Verde. Sua passagem pelo Papão foi marcada por resultados expressivos, que culminaram nas mencionadas premiações que agora fazem parte da disputa judicial.

Início do processo e a reivindicação do técnico
A saída de Hélio dos Anjos do Paysandu, em setembro de 2024, foi cercada de polêmica e culminou no início do processo judicial. Pouco após seu desligamento, o treinador ingressou com uma ação contra o clube, inicialmente cobrando um montante aproximado de R$ 2,6 milhões. Essa reivindicação abrangia uma ampla gama de direitos, incluindo salários não pagos, reembolso de despesas com passagens, valores referentes a premiações pelos títulos conquistados, verbas rescisórias e direitos de imagem. Embora a Justiça tenha reconhecido e determinado o pagamento de uma parte significativa desses valores, a disputa perdura, com o clube e o ex-técnico ainda em desacordo.

Perspectivas futuras da batalha judicial

A decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) representa um marco importante na disputa entre Paysandu e Hélio dos Anjos, reforçando a obrigação do clube em quitar a dívida milionária. Contudo, a possibilidade de recurso mantém o desfecho final em aberto, indicando que novas etapas processuais são prováveis. A complexidade do caso é acentuada pela multa aplicada ao ex-treinador por misoginia, o que adiciona uma dimensão ética e comportamental à controvérsia financeira. Este embate legal destaca a importância da clareza contratual e do respeito às condutas éticas no ambiente profissional, cujas reverberações impactam a imagem de ambas as partes e o cenário esportivo paraense. Acompanhar os próximos passos será crucial para entender o desfecho completo desta prolongada disputa.

Perguntas frequentes sobre o caso Paysandu x Hélio dos Anjos

Qual o valor da condenação do Paysandu?
O Paysandu foi condenado a pagar mais de R$ 2,3 milhões ao ex-treinador Hélio dos Anjos. Este valor se refere a salários atrasados, reembolso de passagens aéreas, premiações por títulos, verbas rescisórias e direitos de imagem.

Por que Hélio dos Anjos foi multado?
Hélio dos Anjos foi multado em 2% do valor da causa por conduta considerada misógina contra a juíza durante uma audiência. O desembargador relator do caso apontou um histórico de comportamento inadequado, mencionando condutas anteriores.

A decisão do TRT8 é definitiva?
Não, a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) que manteve a condenação em primeira instância ainda cabe recurso. Isso significa que as partes podem recorrer a instâncias superiores, prolongando a batalha judicial.

Quando começou a disputa judicial?
O processo judicial teve início em setembro de 2024, logo após a saída conturbada de Hélio dos Anjos do comando técnico do Paysandu.

Para se manter atualizado sobre os desdobramentos desta e de outras notícias do esporte paraense, acompanhe as próximas reportagens.

Fonte: https://www.oliberal.com

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