Os técnicos administrativos em educação das universidades federais do Pará paralisaram as atividades em adesão a uma mobilização nacional da categoria. A paralisação atinge a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), sendo coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes-PA).
Impacto na rotina universitária
Apesar da paralisação, as aulas nas universidades não foram suspensas, afetando apenas as atividades administrativas. No campus Guamá da UFPA, a paralisação impactou o funcionamento de um dos Restaurantes Universitários (RUs), com o RU do setor profissional sem atividades. A Pró-Reitoria de Assistência e Acessibilidade Estudantil informou que, devido à paralisação, apenas a unidade do Campus Básico ofertou o serviço de alimentação no dia 19 de janeiro, com previsão de retomada do funcionamento normal do RU nesta terça-feira (20).
Motivos do protesto
William Mota, técnico em Assuntos Educacionais da UFPA e coordenador do Sindtifes-PA, explicou que o movimento é um protesto contra o não cumprimento integral do acordo de greve firmado em 2024 pelo governo federal. Um dos principais pontos de insatisfação é o tratamento dado ao Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), com o Projeto de Lei nº 6170/2025 desrespeitando o texto acordado no termo de greve, dificultando o acesso dos técnicos a esse reconhecimento.
Outras demandas
Além do RSC, a categoria reivindica a implementação da jornada de trabalho semanal de 30 horas, considerada central. O texto do projeto também ignora deliberações da Comissão Nacional de Supervisão de Carreira (CNSC), composta por representantes do governo e dos sindicatos, mantendo outros pontos do acordo pendentes.
Agenda de mobilização e possibilidade de greve
Os técnicos administrativos realizam ações nas redes sociais cobrando o cumprimento do acordo de greve e participarão de uma atividade formativa sobre a reforma administrativa. Uma reunião entre governo e categoria está agendada para esta segunda-feira às 15h. Dependendo do posicionamento do governo, a Fasubra pode deliberar pela deflagração de uma greve nacional a partir de fevereiro, com uma plenária nacional marcada para os dias 24 e 25 de janeiro.