Com a chegada do Ano Novo, é comum ver um movimento de pessoas que decidem se desfazer de itens antigos guardados em casa, muitas vezes como um gesto simbólico de renovação. Esse comportamento reflete diretamente no aumento da procura por sebos e antiquários, especialmente no fim do ano.
Aumento da demanda por sebos e antiquários
Luís Branco, proprietário do sebo Papiro Branco em Belém, destaca que o período de fim de ano é marcado por um fluxo maior de doações, vendas e trocas. As pessoas se sentem motivadas a reorganizar suas casas para receber visitas, o que acaba evidenciando itens que não fazem mais parte de seu contexto.
Preservando memórias e ressignificando objetos
O processo de coleta nos sebos é feito de maneira cuidadosa e humanitária, pois muitos itens estão ligados a memórias de entes queridos falecidos. Mesmo materiais sem valor comercial são recolhidos, pois fazem parte de uma história. Luís destaca histórias emocionantes, incluindo a de uma mãe que decidiu doar os pertences do filho falecido para que sua memória pudesse ser preservada.
Acesso à cultura e renovação
Os sebos desempenham um papel fundamental no acesso à cultura e à informação, oferecendo alternativas mais acessíveis do que as grandes livrarias. Além disso, trabalham com materiais que não são mais produzidos, como livros esgotados e discos raros. Luís destaca a importância de manter vivas as obras de autores regionais, tornando-as acessíveis ao público.
Fonte: https://www.oliberal.com