Saúde: PSM da 14, em Belém, enfrenta crise com falta de neurocirurgiões e medicamentos essenciais

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falta de pagamento de serviços desde novembro de 2025. ​De acordo com o document
Reprodução G1

Destaques:

  • PSM da 14 está sem neurocirurgiões há mais de uma semana.
  • Defensoria Pública cobra explicações da Secretaria Municipal de Saúde.
  • Falta de medicamentos essenciais agrava a situação de pacientes internados.

O Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, conhecido como PSM da 14, em Belém, enfrenta uma grave crise de atendimento. Desde a última sexta-feira, 13, a unidade de saúde, que é referência em emergências na região metropolitana, está sem neurocirurgiões e medicamentos essenciais, o que levanta preocupações sobre a saúde de pacientes que dependem de cuidados urgentes. A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE/PA) já se manifestou sobre a situação, enviando um ofício à Secretária Municipal de Saúde, Dyjane Amaral, solicitando esclarecimentos sobre a interrupção do serviço de neurocirurgia e a falta de medicamentos. A DPE destaca que a paralisação dos profissionais de neurocirurgia se deve a atrasos de pagamento desde novembro de 2025, com a Secretaria de Saúde alegando a inexistência de contrato formal com os médicos, que atuavam com base em indenizações. Essa situação é alarmante, pois pode resultar em “risco irreparável à vida de pacientes com traumas cranioencefálicos e emergências neurológicas agudas”, conforme o documento enviado pela defensoria. A interrupção do serviço de neurocirurgia no PSM da 14 é particularmente preocupante, uma vez que a unidade recebe a maioria dos atendimentos de emergência na capital. A defensoria questiona a Secretaria de Saúde sobre a confirmação da suspensão, os motivos da interrupção, os valores em aberto e as medidas emergenciais para retomar o atendimento. Além da falta de neurocirurgiões, a unidade também enfrenta um grave problema de desabastecimento de medicamentos. Famílias de pacientes internados relatam que não há disponibilidade de remédios essenciais, como os necessários para o tratamento de doenças renais. Uma adolescente com síndrome nefrótica está internada desde 16 de março sem receber os medicamentos adequados, o que levou sua mãe a buscar a Defensoria Pública após não conseguir a assistência necessária. A DPE ajuizou uma ação com tutela de urgência, afirmando que a paciente apresenta sintomas graves, como urina espumosa, edemas e problemas respiratórios. O juiz deferiu a tutela, determinando a transferência imediata da paciente para uma unidade com leito e medicamentos, e estipulou uma multa de R$ 1 mil por dia em caso de descumprimento. A situação no PSM da 14 é um reflexo de problemas estruturais enfrentados pela saúde pública em Belém e no Brasil como um todo. A falta de profissionais e de insumos básicos não apenas compromete a qualidade do atendimento, mas também coloca em risco a vida de milhares de pessoas que dependem do sistema de saúde. A Defensoria Pública continua acompanhando de perto a situação e pressiona por soluções imediatas. A população, por sua vez, aguarda respostas e ações efetivas que garantam o direito à saúde e à vida. O que se espera agora é que as autoridades competentes tomem medidas urgentes para reverter essa grave situação e restabelecer a confiança da população no sistema de saúde. Para mais informações sobre a situação da saúde em Belém e outros temas relevantes, continue acompanhando o Portal Pai D’Égua, que se compromete a trazer notícias de qualidade e atualizadas sobre o que acontece na sua região.

Fonte: g1.globo.com

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