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MPF e DPU buscam conciliação judicial para reestruturar hospital em Belém

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tagem. Diferente de ações judiciais tradicionais, a proposta cria plano de metas
Reprodução G1

O Hospital Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, mais conhecido como PSM da 14 de Março, em Belém, enfrenta uma grave crise que levou o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU) e cinco conselhos regionais de saúde a protocolar uma reclamação pré-processual no Centro Judiciário de Conciliação (Cejuc) da Justiça Federal. A situação da unidade de saúde é alarmante: a falta de neurocirurgiões e a sobrecarga de pacientes têm gerado longas esperas e condições precárias de atendimento.

saúde: cenário e impactos

De acordo com o MPF, o objetivo da iniciativa é promover uma solução consensual por meio de sessões periódicas de conciliação entre a prefeitura e a União, evitando assim a judicialização conflituosa que poderia agravar ainda mais a situação. A proposta busca estabelecer um plano de metas em quatro fases: diagnóstico, plano de recuperação, implementação e monitoramento.

Problemas críticos na neurocirurgia

A área de neurocirurgia do PSM da 14 de Março está paralisada devido à falta de pagamento, o que resultou em tragédias, como a morte de um adolescente de 15 anos em março, que aguardava uma vaga na UTI. A situação se tornou ainda mais crítica com a denúncia de que o adolescente foi “abandonado” no hospital, sem o atendimento necessário, o que gerou comoção e pressão sobre as autoridades locais.

Deficiências estruturais e operacionais

Além da falta de neurocirurgiões, o hospital enfrenta uma série de falhas estruturais e operacionais. Entre os problemas identificados estão:

  • Agência Transfusional fechada pela Vigilância Sanitária;
  • Farmácia com apenas 26,8% dos medicamentos essenciais disponíveis;
  • Equipamentos médicos inoperantes, como autoclaves e tomografia;
  • Escassez de profissionais de enfermagem, com necessidade urgente de contratação.

Intervenções necessárias e propostas de solução

Os órgãos envolvidos na reclamação identificaram áreas que requerem intervenções imediatas. Entre as propostas estão:

  • Contratação urgente de enfermeiros e técnicos de enfermagem;
  • Regularização do estoque de medicamentos e insumos, que atualmente depende de doações;
  • Reparo de equipamentos médicos, como aparelhos de imagem e monitores de UTI;
  • Substituição de ambulâncias deterioradas por veículos novos;
  • Estabelecimento de uma escala de neurocirurgia 24 horas para evitar transferências demoradas e mortes evitáveis.

Responsabilidade e gestão dos recursos

O MPF argumenta que, apesar de a gestão do PSM da 14 de Março ser municipal, 80% do custeio da unidade é de responsabilidade federal. Diante disso, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e o Ministério da Saúde foram convocados a apresentar estudos técnicos e orçamentários que viabilizem a reestruturação do hospital.

A crise no PSM da 14 de Março não é um problema novo. Denúncias sobre a falta de neurocirurgiões e medicamentos essenciais já haviam sido feitas anteriormente, e a situação se agravou com a morte do adolescente, que expôs a fragilidade do sistema de saúde em Belém. Sem o funcionamento adequado da neurocirurgia, a gestão municipal tem enviado pacientes para hospitais particulares, o que levanta questões sobre a equidade no acesso à saúde.

O cenário atual exige uma resposta rápida e efetiva das autoridades para garantir que os direitos dos pacientes sejam respeitados e que a saúde pública em Belém não continue a ser comprometida. A sociedade civil e as instituições de saúde devem permanecer atentas e exigir soluções que assegurem um atendimento digno e eficiente.

Para mais informações sobre a situação da saúde pública em Belém e outras notícias relevantes, continue acompanhando o Portal Pai D’Égua.

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