O governo do Estado do Pará deu início, nesta segunda-feira (4), a uma nova fase na prestação de serviços de saneamento básico em 23 municípios situados nas regiões do Xingu, Tapajós e Baixo Amazonas. A mudança marca a transição da gestão para a concessionária Águas do Pará, que assume a responsabilidade pelo abastecimento de água e esgotamento sanitário em cidades estratégicas, impactando diretamente a rotina de cerca de 450 mil moradores.
Transição operacional e continuidade dos serviços
A transição envolve um planejamento rigoroso para evitar interrupções no fornecimento de água. Dos 23 municípios contemplados, sete eram anteriormente operados pela Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa). Para garantir a estabilidade do sistema, a Cosanpa manterá uma atuação integrada com a nova concessionária durante os primeiros 15 dias de operação.
O presidente da Cosanpa, coronel Dilson Júnior, reforçou que o objetivo central é a segurança operacional. Segundo o gestor, o período de transição foi precedido por uma operação assistida, onde rotinas e sistemas foram compartilhados com a nova equipe para assegurar que a mudança ocorra de forma estruturada e sem prejuízos à população local.
Investimentos e modernização da infraestrutura
O plano de expansão prevê um aporte robusto de recursos logo no primeiro ano de contrato, com investimentos que devem superar a marca de R$ 90 milhões. O foco inicial está na recuperação de estações de tratamento, limpeza e perfuração de novos poços, além da modernização das estruturas de distribuição. Em cidades como Itaituba, o cronograma inclui a ampliação da capacidade da principal Estação de Tratamento de Água (ETA).
Com essa movimentação, a Águas do Pará amplia sua capilaridade, passando a atuar em 119 municípios e atendendo a mais de 5,3 milhões de pessoas em todo o território paraense. O diretor-presidente da concessionária, André Facó, destacou que a estratégia combina ganho de escala com eficiência operacional, visando reduzir a intermitência no abastecimento e garantir maior segurança hídrica.
Metas de universalização para as próximas décadas
O contrato de concessão, que possui vigência de 40 anos, projeta investimentos totais superiores a R$ 18,7 bilhões, configurando-se como o maior aporte já realizado no setor de saneamento na Amazônia Legal. As metas estabelecidas pelo governo estadual são ambiciosas e buscam alinhar o Pará aos padrões nacionais de saneamento.
- Alcançar 99% de cobertura no abastecimento de água até 2033.
- Atingir 90% de cobertura na coleta e tratamento de esgoto até 2039.
- Priorizar o desenvolvimento sustentável nas regiões do Xingu e Tapajós.
A mudança reflete o compromisso do Estado em transformar a realidade do saneamento básico, levando infraestrutura essencial para o desenvolvimento social e econômico das regiões contempladas. Para acompanhar o desenrolar dessas obras e outras notícias relevantes sobre o desenvolvimento do nosso estado, continue acompanhando o Portal Pai D’Égua, seu compromisso diário com a informação de qualidade e a transparência pública. Saiba mais sobre os serviços de saneamento no site oficial da Cosanpa.