O Clube do Remo, tradicional equipe paraense que busca se estabelecer na Série A do Campeonato Brasileiro, enfrenta um desafio significativo em sua defesa nesta temporada. Apesar de contar com uma base sólida, o time ainda está em processo de formação e ajustes, refletindo em sua performance no setor defensivo.
Desempenho defensivo e estatísticas
Até o momento, o Remo disputou 10 partidas nesta temporada, e apenas em duas ocasiões conseguiu evitar que a sua meta fosse vazada. A equipe, sob o comando de Juan Carlos Osorio, sofreu 13 gols, o que representa uma média preocupante de 1,3 gols por partida. No Campeonato Paraense, embora o ataque tenha se mostrado eficaz, com nove gols marcados, a defesa também apresentou falhas, sofrendo cinco gols em apenas cinco jogos.
As duas partidas em que o Remo não foi vazado foram contra o São Francisco, em um empate sem gols, e na vitória convincente sobre o Águia de Marabá, onde o Leão Azul venceu por 3 a 0. Esses resultados, embora positivos, ainda ressaltam a fragilidade da defesa em outras situações.
Desafios no Brasileirão
Na Série A, o cenário não tem sido mais promissor. O Remo levou gols em todas as três partidas até agora, totalizando sete gols sofridos. O desempenho defensivo, que antes apresentava alguma solidez na Série B de 2025, onde o clube terminou com 39 gols sofridos em 38 rodadas, agora parece estar em franca deterioração. A comparação entre as temporadas evidencia um retrocesso na consistência da defesa.
Jogadores e estratégias
Embora a defesa conte com jogadores remanescentes, como o goleiro Marcelo Rangel e os zagueiros Klaus e Kayky Almeida, o clube também trouxe novos reforços, incluindo Léo Andrade e Thalisson. A expectativa era de que esses novos nomes pudessem trazer estabilidade ao setor defensivo. Porém, erros individuais e coletivos ainda são frequentes, e o treinador Osorio tem enfrentado críticas pela forma como o time tem se comportado defensivamente.
Análise de desempenho
Em uma coletiva após o empate contra o Atlético-MG, Osorio se mostrou ciente das falhas, mas não as considerou como um problema central da equipe. No entanto, ações como a saída de bola e as transições defensivas têm sido alvo de críticas. Em jogos recentes, como contra o Mirassol, o time falhou em administrar a pressão e o placar, permitindo que o adversário explorasse espaços deixados pela defesa.
Próximos Desafios
A equipe azulina volta a campo no dia 18 de outubro, quando enfrentará novamente o Águia de Marabá, desta vez no Estádio Zinho de Oliveira. Osorio já adiantou que a formação será mista, um reflexo da necessidade de gerenciar o elenco em meio a um calendário apertado. O resultado desse jogo será crucial para a confiança da equipe e pode definir o futuro imediato do Remo na temporada.
Considerações finais
A situação do Remo é um reflexo da complexidade da transição entre as divisões do futebol brasileiro. Enquanto o clube busca se estabelecer na Série A, a fragilidade da defesa e a falta de consistência em campo são questões que precisam ser abordadas urgentemente. Para os torcedores e seguidores do futebol paraense, o desempenho da equipe nos próximos jogos será vital para determinar se o Remo conseguirá se firmar como um competidor relevante na elite do futebol nacional.
Continue acompanhando o Portal Pai D’Égua para mais informações atualizadas sobre o Remo, o Campeonato Brasileiro e outros temas relevantes do mundo do esporte.