O Clube do Remo assegurou sua vaga nas semifinais do Campeonato Paraense de 2026 ao superar o Águia de Marabá em uma disputa dramática por pênaltis, na última quarta-feira (18). Apesar da classificação, o resultado expôs uma realidade persistente e preocupante para o Leão Azul: a equipe chegou a mais um compromisso sem triunfar em tempo regulamentar longe de seus domínios. A última vitória azulina como visitante remonta a outubro de 2025, durante a reta final da Série B do Campeonato Brasileiro. Uma sequência de quatro meses sem sentir o sabor da vitória fora de Belém que levanta questionamentos sobre o desempenho e a estratégia do time.
A Origem da Sequência: Da Série B à Incerteza do Acesso
O último momento de glória do Remo como visitante ocorreu em 24 de outubro de 2025, quando a equipe paraense superou o Cuiabá-MT por 3 a 1 na Arena Pantanal, pela 34ª rodada da Série B. Naquele momento, o triunfo era um sopro de esperança na corrida pelo acesso. Contudo, o que se seguiu foi um hiato de oito jogos sem vitórias fora de casa, com o Leão Azul somando seis empates e duas derrotas neste período.
Ainda na Série B de 2025, a equipe enfrentou mais dois desafios longe de seus torcedores. O empate em 1 a 1 com o Novorizontino-SP, na 36ª rodada, já mostrava a dificuldade em converter boas atuações em vitórias. O ponto crucial, no entanto, veio no penúltimo jogo da competição, contra o Avaí-SC, em 15 de novembro de 2025. Em Florianópolis, sob o comando do técnico Guto Ferreira, o Remo tinha a chance de carimbar seu retorno à Série A, mas foi surpreendido pelo time da casa e perdeu por 3 a 1. Aquele resultado não só adiou a celebração do acesso como também colocou o clube em uma situação delicada, dependendo de outros resultados para alcançar seu objetivo. Embora o acesso tenha sido garantido em casa contra o Goiás-GO e com a ajuda do Cuiabá, a derrota em um momento tão decisivo deixou marcas e foi um prenúncio do que viria a ser uma rotina amarga longe de seus domínios.
A Inércia Continua na Temporada 2026: Paraense e Brasileirão
A virada do ano para 2026 não trouxe a mudança de cenário esperada. Em seis partidas disputadas fora de casa nesta nova temporada, o Remo ainda não conseguiu uma vitória. O desempenho se estende por diferentes competições, do Campeonato Paraense ao início do Brasileirão, expondo uma inconsistência que preocupa a torcida e a comissão técnica. A única derrota em 2026 até agora aconteceu na estreia da Série A, contra o Vitória-BA, por 2 a 0, em 28 de janeiro.
No estadual, os empates se tornaram a tônica: 0 a 0 com o São Francisco-PA (31 de janeiro), 1 a 1 com o Paysandu (8 de fevereiro), 2 a 2 com o Castanhal (12 de fevereiro) e, mais recentemente, o 1 a 1 contra o Águia de Marabá nas quartas de final, que só foi superado nos pênaltis. Fora das fronteiras paraenses, a equipe também registrou um empate marcante em 3 a 3 com o Atlético-MG, pela terceira rodada da Série A, em 11 de fevereiro. Este último, embora contra um adversário de peso, ressalta a dificuldade em segurar vantagens ou buscar a vitória longe de casa, mesmo quando o desempenho em campo é razoável.
Impactos e Relevância: Por Que o Fato Importa?
A dificuldade em vencer como visitante é um calcanhar de Aquiles para qualquer equipe que almeja voos mais altos, seja em campeonatos regionais ou nacionais. No contexto do futebol brasileiro, onde as longas viagens e as pressões de torcidas adversárias são constantes, a capacidade de pontuar fora de casa é um diferencial estratégico. Para o Remo, que busca consolidar sua posição na elite do futebol nacional e reafirmar sua força no cenário paraense, essa sequência sem vitórias como visitante pode gerar um ciclo de pressão e baixa confiança.
A repercussão entre os torcedores nas redes sociais e nos ambientes esportivos é de crescente apreensão. Embora o clube tenha garantido a classificação no Parazão, a forma como isso ocorreu – sem vencer no tempo normal e dependendo dos pênaltis – intensifica o debate sobre a performance fora de casa. Essa inabilidade de impor seu jogo em terrenos adversários não apenas compromete a campanha em pontos corridos, como a Série A, mas também pode ser um fator psicológico negativo em mata-matas futuros, onde um empate fora pode não ser suficiente para a classificação.
O Futuro Imediato: Desafios e Próximos Passos
A agenda do Leão Azul prevê novos desafios que podem testar a resiliência do elenco do técnico Juan Carlos Osorio. Nas semifinais do Parazão 2026, a equipe pode voltar a jogar fora de casa. Se o Cametá vencer o Santa Rosa, o mando de campo será do Mapará Elétrico, que teve melhor campanha na fase de classificação, obrigando o Remo a viajar novamente. Caso contrário, o Leão será o mandante e só atuará como visitante em uma eventual final.
Pela Série A de 2026, o Remo terá dois compromissos em casa, contra o Internacional-RS na próxima quarta-feira (25), e diante do Fluminense, em 12 de março, momentos cruciais para somar pontos diante de sua torcida. No entanto, o próximo teste longe de Belém será contra o Coritiba-PR, no dia 15 de março, uma partida que se torna fundamental para quebrar essa incômoda sequência e reafirmar as ambições do clube na temporada. A capacidade de reverter essa tendência será vital para o sucesso do Remo nas competições que disputa.
A torcida azulina, conhecida por sua paixão e exigência, espera que o clube encontre as soluções necessárias para superar essa barreira e voltar a celebrar vitórias fora de casa. O desafio é grande, mas a história do Remo é feita de superações. Continue acompanhando o Portal Pai D’Égua para todas as atualizações e análises aprofundadas sobre o desempenho do Leão Azul e os principais acontecimentos do futebol paraense e nacional, com a credibilidade e a informação de qualidade que você já conhece.