Redário de leitura: Projeto Amazone-se inova e incentiva hábito em escola de Santarém

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que o projeto também trabalha com colaboração e trazendo a valorização cultural"
Reprodução G1

Em um cenário onde a valorização da cultura local e o incentivo à educação se entrelaçam, a comunidade ribeirinha Prainha do Maró, em Santarém, no oeste do Pará, celebra uma iniciativa transformadora. Alunos da escola municipal Santo Antônio ganharam um novo e convidativo espaço para mergulhar no universo dos livros: um redário de leitura. A instalação, idealizada e implementada pelo projeto Amazone-se, gerido pela Base Colaborativa, representa um marco na promoção do hábito de ler, utilizando um elemento profundamente enraizado na vida amazônica: a rede.

A proposta vai além de simplesmente oferecer livros; ela cria um ambiente de acolhimento e pertencimento, onde a leitura se torna uma atividade prazerosa e natural. A iniciativa reflete um esforço contínuo do Amazone-se em desenvolver ações que ressoam com a realidade das comunidades, promovendo um impacto duradouro na educação e no bem-estar dos estudantes.

Um Novo Capítulo para a Leitura na Amazônia

O redário de leitura na escola Santo Antônio não é apenas uma estrutura física; é um convite à imersão. Em meio à paisagem exuberante da Prainha do Maró, as redes coloridas sob a sombra de árvores frondosas oferecem um refúgio perfeito para os estudantes. A escolha das redes não foi aleatória; ela se baseia na familiaridade e no conforto que esses objetos proporcionam aos moradores da região, transformando um elemento cotidiano em um catalisador para a educação.

A coordenadora de educação do projeto Amazone-se, Carolina Machado, explicou que a ideia surgiu de uma escuta atenta e profunda. Voluntários, educadores e a própria comunidade expressaram o desejo de valorizar a leitura de uma forma que dialogasse com suas tradições. Essa abordagem colaborativa é um pilar do projeto, garantindo que as soluções implementadas sejam genuínas e sustentáveis.

Amazone-se: Educação e Pertencimento na Prainha do Maró

Há três anos, o projeto Amazone-se tem sido um agente de mudança nas escolas da região do Rio Arapiuns, em Santarém. Suas ações se concentram em três eixos fundamentais: educação ambiental, educação socioemocional e, claro, a valorização da leitura. A criação do redário é um exemplo prático de como esses eixos se interligam para fortalecer o desenvolvimento integral das crianças e da comunidade.

O processo de materialização do redário foi um verdadeiro exercício de colaboração. A primeira etapa envolveu a arrecadação de doações de livros, que foram cuidadosamente catalogados para formar uma pequena biblioteca na escola. Em seguida, metodologias de ensino-aprendizagem foram compartilhadas com a comunidade, capacitando-a a dar continuidade às atividades de leitura de forma autônoma.

A construção física do redário foi um testemunho do engajamento comunitário. Doações de tecidos, ganchos e cordões foram obtidas, e as moradoras da comunidade assumiram a tarefa de confeccionar as redes. Paralelamente, os próprios comunitários se encarregaram de coletar as madeiras necessárias para a estrutura. “A gente construiu embaixo de uma árvore e foi feito em colaboração com a comunidade, porque quem pegou as madeiras foram os próprios comunitários e quem costurou as redes foram as comunitárias”, destacou Carolina Machado, ressaltando o caráter coletivo da iniciativa.

Além dos Livros: Impacto Socioambiental e Cultural

A inauguração do redário, durante a quarta vivência do Amazone-se na Prainha do Maró, foi um momento de celebração e reconhecimento. Desde então, a coordenação do projeto tem recebido vídeos e relatos que demonstram a satisfação e a felicidade dos alunos com o novo espaço. Esse impacto positivo vai além do simples acesso a livros; ele gera um profundo sentimento de pertencimento e orgulho na comunidade.

Durante essa mesma vivência, o Amazone-se também promoveu atividades ligadas aos outros eixos do projeto. A educação ambiental incentivou a reflexão sobre o cuidado com o território e a relação intrínseca com a floresta amazônica. Já o eixo socioemocional focou em aspectos cruciais como escuta ativa, desenvolvimento da identidade, expressão de sentimentos e o fortalecimento de vínculos entre crianças e educadores. Cada roda de conversa e encontro foi uma construção coletiva, feita com “muitas mãos, escuta e presença”, como frisou Carolina Machado.

Expansão e o Futuro dos Redários de Leitura

Diante do sucesso e do impacto gerado na Prainha do Maró, o modelo do redário de leitura, que alia a valorização cultural à promoção educacional, está sendo replicado. Atualmente, o projeto Amazone-se está expandindo essa iniciativa para mais três escolas na região do Arapiuns, com planos de alcançar uma quinta instituição em setembro. Essa expansão demonstra a escalabilidade da ideia e o potencial de transformar a realidade de diversas comunidades ribeirinhas.

A essência da replicação, segundo Carolina, é “trazer a valorização da leitura, mas tomando muito cuidado com a valorização cultural também, usando elementos que eles tenham ali”. Isso garante que cada novo redário seja não apenas um espaço de leitura, mas também um reflexo da identidade e dos valores de cada comunidade, fortalecendo a conexão entre educação e cultura local. Para saber mais sobre projetos de incentivo à leitura e educação na Amazônia, clique aqui.

O Portal Pai D’Égua continua acompanhando de perto iniciativas como a do projeto Amazone-se, que demonstram o poder da colaboração e da inovação social para transformar realidades. Para ficar por dentro das últimas notícias, reportagens aprofundadas e análises sobre temas relevantes que impactam o Pará e o Brasil, continue navegando em nosso portal. Nosso compromisso é levar informação de qualidade, contextualizada e que faz a diferença para você, leitor.

Fonte: g1.globo.com

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