Um avanço significativo para o monitoramento ambiental no Brasil foi marcado nesta segunda-feira (6) de abril, com o lançamento de um sensor de baixo custo para medir a poluição do ar. Desenvolvido por uma parceria estratégica entre o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), o equipamento foi apresentado no Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília. A iniciativa visa expandir a capacidade de medição da qualidade do ar, levando essa tecnologia essencial para além dos grandes centros urbanos e alcançando comunidades historicamente negligenciadas.
A introdução deste novo dispositivo representa um passo crucial para a implementação mais abrangente da Política Nacional de Qualidade do Ar, estabelecida pela Lei 14.850/2024. Segundo Filipe Viegas Arruda, pesquisador do Ipam, o objetivo é garantir que o monitoramento seja completo e inclusivo, atingindo todas as categorias fundiárias, como comunidades tradicionais, unidades de conservação e propriedades rurais, onde a qualidade do ar muitas vezes é precária e subnotificada.
A importância do monitoramento da qualidade do ar em áreas tradicionais
A necessidade de expandir o monitoramento da qualidade do ar para regiões mais remotas e comunidades tradicionais é urgente. O Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, revela uma disparidade preocupante: das 570 estações de monitoramento existentes em todo o país, apenas 12 estão localizadas em Terras Indígenas. Essa lacuna deixa milhões de pessoas, muitas delas em situação de vulnerabilidade, sem informações cruciais sobre o ar que respiram.
A falta de dados precisos impede a formulação de políticas públicas eficazes e a tomada de decisões que protejam a saúde dessas populações. Conforme alertado por Filipe Viegas Arruda, existe uma
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br