A Polícia Civil do Pará realizou a prisão de dois homens suspeitos de envolvimento direto no latrocínio que vitimou Josiel de Jesus Maciel, professor e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Oeiras do Pará. As detenções ocorreram na última terça-feira, 5 de fevereiro de 2026, nos bairros da Marambaia e do Bengui, em Belém, marcando um avanço significativo após mais de 90 dias de investigações intensas.
O crime, que chocou a comunidade de Oeiras do Pará e a capital, aconteceu em 31 de janeiro de 2026, no estacionamento de um supermercado localizado na movimentada avenida Augusto Montenegro, em Belém. A vítima, reconhecida por sua atuação política e acadêmica, foi abordada de forma violenta, resultando em sua morte.
Detalhes do crime e a trajetória de Josiel Maciel
Josiel de Jesus Maciel, além de sua importante função como professor efetivo da rede pública do município de Oeiras do Pará, no arquipélago do Marajó, dedicou-se à vida pública como vereador entre os anos de 2021 e 2024, chegando a presidir a Câmara Municipal. Sua morte precoce e brutal gerou grande comoção, evidenciando a vulnerabilidade dos cidadãos diante da criminalidade.
Imagens capturadas por câmeras de monitoramento do estabelecimento comercial foram cruciais para a investigação. Elas registraram o momento em que Josiel, ao guardar suas compras no carro, foi surpreendido por um dos criminosos. A reação da vítima ao assalto desencadeou uma luta corporal, culminando no disparo que ceifou sua vida. Os assaltantes, após o ato, fugiram em uma motocicleta, levando consigo o celular e joias da vítima, um padrão comum em crimes de latrocínio.
A complexidade da investigação e o modus operandi dos criminosos
A Divisão de Repressão a Roubos, responsável pela apuração do caso, revelou que os criminosos já vinham monitorando Josiel de Jesus Maciel. Para a execução do assalto e para dar suporte às suas ações criminosas na capital, a dupla utilizava um carro alugado, o que demonstra um planejamento prévio e uma organização que dificultou a identificação inicial dos envolvidos. A investigação, que se estendeu por mais de três meses, exigiu um trabalho minucioso de análise de imagens, cruzamento de dados e inteligência policial para chegar aos suspeitos.
A persistência da Polícia Civil foi fundamental para desvendar a dinâmica do crime e identificar os responsáveis. A colaboração de testemunhas e a análise forense das evidências coletadas no local do crime também foram peças-chave para o avanço das apurações, que culminaram nas prisões em Belém.
Prisões, evidências e os próximos passos da justiça
Um dos homens presos, apontado como o autor do disparo que atingiu Josiel, já havia sido detido dois meses após o latrocínio, em um incidente separado, por tentar matar um policial militar no bairro do Castanheira. Essa informação ressalta o histórico de violência e periculosidade do suspeito, que agora enfrenta acusações ainda mais graves.
Durante a operação que levou às prisões na terça-feira (5), a polícia conseguiu apreender a motocicleta, o capacete e as roupas que teriam sido utilizadas pelos criminosos no dia do assassinato. Esses itens são provas materiais importantes que fortalecem o inquérito e a acusação contra os detidos. Os suspeitos estão agora sob custódia da justiça e responderão pelo crime de roubo seguido de morte, conhecido como latrocínio, cuja pena prevista pode chegar a 30 anos de reclusão.
A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem, buscando esclarecer todos os detalhes do caso e identificar qualquer outro possível envolvimento. A comunidade espera que a justiça seja feita e que a prisão dos responsáveis traga um pouco de alento à família e amigos de Josiel de Jesus Maciel, além de reforçar a sensação de segurança pública.
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