O impacto das pipas no sistema elétrico paraense
A prática de empinar pipas, embora seja uma tradição cultural e recreativa consolidada no Pará, tem gerado preocupações crescentes para a infraestrutura de distribuição de energia. Nos primeiros quatro meses de 2026, a concessionária responsável pelo serviço, a Equatorial Pará, contabilizou 994 interrupções no fornecimento de eletricidade causadas exclusivamente pelo contato de pipas com a fiação. O dado revela uma média alarmante de oito ocorrências diárias, refletindo um crescimento de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Riscos à segurança e prejuízos à comunidade
Além do transtorno causado pela interrupção do serviço, que afeta residências, estabelecimentos comerciais e serviços essenciais como unidades de saúde, o maior perigo reside na tentativa de recuperação dos objetos. Especialistas em segurança alertam que a população jamais deve tentar retirar pipas presas aos fios, independentemente do método utilizado. O contato com a rede elétrica pode resultar em acidentes graves, incluindo descargas elétricas fatais.
Distribuição geográfica das ocorrências
O levantamento aponta que a Região Metropolitana de Belém lidera o ranking estadual, com mais de 200 registros de interferência na rede. No Nordeste paraense, municípios como Castanhal, Capanema, Bragança e Paragominas concentraram cerca de 232 casos. Outras regiões também apresentam números expressivos: a área que compreende Marabá, Parauapebas e Tucuruí registrou 148 ocorrências, enquanto as regiões de Santarém e Altamira somaram 138 registros.
Perigos adicionais: o uso de cerol e linhas cortantes
Um agravante crítico para a segurança pública é o uso de cerol ou da chamada linha chilena. Além de potencializar o risco de curtos-circuitos — devido à presença de limalha de ferro na composição do material —, essas linhas representam uma ameaça direta à integridade física de ciclistas, motociclistas e pedestres. Conforme a legislação vigente, o uso desses materiais é considerado crime no Brasil, sujeitando os infratores às penalidades previstas no Código Penal. A recomendação oficial é que a brincadeira ocorra exclusivamente em locais abertos, distantes de vias públicas e, sobretudo, longe de qualquer infraestrutura elétrica.
Como proceder em caso de acidentes
A orientação das autoridades é clara: caso uma pipa fique presa na rede, a população não deve utilizar varas, bambus ou objetos metálicos para tentar removê-la. A conduta correta é manter distância e entrar em contato imediato com os canais oficiais de atendimento da distribuidora de energia, que possui equipes capacitadas para realizar o manejo seguro da fiação. Para mais informações sobre segurança e dicas de prevenção, continue acompanhando o Portal Pai D’Égua, seu compromisso diário com a informação de qualidade e a prestação de serviço à comunidade paraense.
As informações apresentadas nesta matéria são baseadas em dados divulgados por autoridades competentes. O caso pode receber atualizações conforme o avanço das investigações. Saiba mais em Equatorial Energia.