A Polícia Federal (PF) deflagrou, na última sexta-feira (6), uma operação direcionada a ex-dirigentes do Fundo Previdenciário do Amazonas (Amazonprev) em relação às aplicações financeiras feitas no Banco Master.
Os investimentos totalizam R$ 390 milhões e foram realizados entre os meses de junho e setembro de 2024, levando os agentes a cumprir sete mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça determinou o afastamento de servidores públicos de suas funções.
A Operação Sine Consensu tem como foco investigar os possíveis crimes de gestão temerária e corrupção na administração dos recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Amazonas.
Investimentos em Letras Financeiras e possíveis irregularidades
De acordo com a PF, os R$ 390 milhões foram direcionados para Letras Financeiras de instituições privadas, indo de encontro às normas de governança e regras federais que regem os investimentos dos recursos previdenciários. Além disso, foram identificados indícios de irregularidades nos procedimentos internos, assim como movimentações financeiras consideradas atípicas.
Posicionamento da Amazonprev
Em comunicado, a Amazonprev esclarece que, dos três alvos da operação, dois servidores efetivos da instituição já foram afastados de suas funções, enquanto o terceiro, ocupante de cargo em comissão, não faz mais parte dos quadros desde 2024.
A Amazonprev garante que as aplicações não acarretam riscos para o pagamento dos benefícios de aposentados e pensionistas do estado, uma vez que o Fundo de Previdência do Amazonas possui um superávit atuarial de R$ 1,7 bilhão, com recursos acumulados superiores a R$ 11 bilhões. Esse montante é suficiente para assegurar o pagamento de todas as aposentadorias, pensões atuais e futuros benefícios dos servidores ativos.
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