Paysandu: Márcio Tuma defende recuperação judicial e descarta SAF

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O Liberal
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No momento decisivo do Campeonato Paraense, o presidente do Paysandu, Márcio Tuma, discutiu com a rádio Liberal+ a situação administrativa atual do clube. Pela primeira vez em sua história, o Paysandu Sport Club passa por um processo de recuperação judicial, visando manter suas atividades enquanto reorganiza suas dívidas e evita a falência, preservando assim sua participação no cenário esportivo.

A medida de recuperação judicial, decretada pela Justiça recentemente, concede ao clube um prazo de 180 dias para apresentar um plano detalhado de quitação de aproximadamente R$ 75 milhões em débitos, com suspensão das execuções durante esse período. Para Márcio Tuma, essa decisão representou uma vitória crucial para o clube, garantindo sua continuidade e estabilidade financeira.

Do montante da dívida, mais de R$ 15 milhões são relacionados ao passivo trabalhista, enquanto o restante abrange débitos com entidades públicas e obrigações comuns. O apoio de ex-presidentes, como Roger Aguilera, também foi destacado, com a injeção de recursos sem a intenção de cobrança posterior.

Profissionalização e a SAF

Além da recuperação judicial, a possibilidade de transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) foi discutida. Márcio Tuma adotou uma postura mais cautelosa em relação a esse modelo, enfatizando a importância de aprimorar a gestão interna antes de tomar decisões precipitadas.

O presidente destacou que a profissionalização pode ser alcançada de outras maneiras, não necessariamente através da SAF. A ideia é fortalecer a estrutura interna do clube, tornando os processos mais eficientes, antes de considerar mudanças mais drásticas.

Embora reconheça a SAF como um caminho para a profissionalização, Tuma enfatizou que a decisão de aderir a esse modelo deve ser cuidadosamente avaliada. Ele ressaltou que o Paysandu, como um clube centenário e tradicional, só deveria considerar a SAF em um momento adequado, quando estiver financeiramente estável e competindo em níveis mais altos no futebol brasileiro.

Márcio Tuma concluiu que, atualmente, a SAF não está em discussão, pois o foco principal é a recuperação judicial e a estabilização financeira do clube. A profissionalização, quando acontecer, será no momento oportuno e estratégico para o Paysandu.

Fonte: https://www.oliberal.com

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