O Paysandu se prepara para um dos confrontos mais decisivos de sua jornada no Campeonato Paraense de 2024. Neste domingo, o Lobo Bicolor enfrenta a Tuna Luso Brasileira em jogo único pelas quartas de final do Parazão, em partida que vale uma vaga na semifinal da competição. Em meio à expectativa e à atmosfera de um clássico decisivo, o zagueiro Castro, um dos pilares da equipe e voz experiente no elenco, fez um apelo direto à torcida bicolor, convocando-a para ser o 12º jogador na Curuzu e empurrar o time rumo à vitória.
A Decisão na Curuzu: Paysandu e a Busca pela Semifinal
O Parazão, competição que move paixões no estado, entra em sua fase mais tensa: o mata-mata. Para o Paysandu, um clube de massa com uma torcida fervorosa e uma história recheada de títulos, cada partida é um capítulo à parte. O desafio contra a Tuna Luso é ainda mais significativo por se tratar de um clássico local e um duelo eliminatório, onde apenas a vitória interessa para seguir sonhando com o título estadual. A partida na Curuzu, casa bicolor, é vista como um fator crucial para reverter a instabilidade que marcou parte da primeira fase da equipe.
A campanha do Papão na fase de grupos, embora tenha garantido a classificação, foi marcada por altos e baixos, gerando questionamentos sobre a consistência do time. Contudo, Castro avalia a trajetória inicial de forma positiva, considerando as circunstâncias e o processo de reformulação pelo qual o clube passa. “Pelas circunstâncias da primeira fase, fizemos uma boa campanha”, pontua o defensor, refletindo a visão interna de um elenco em construção e adaptação.
A Polêmica do Primeiro Turno e as Marcas no Elenco
O confronto contra a Tuna Luso traz à tona memórias de um encontro recente e polêmico. Na fase de grupos, o Paysandu sofreu uma derrota por 1 a 0 para a Lusa, em um jogo que teve um lance controverso envolvendo o próprio Castro e a atuação do VAR, que resultou na marcação de um pênalti decisivo. Essa derrota, a primeira do time no campeonato, deixou uma cicatriz e uma lição.
“Oscilar no campeonato é normal. Tivemos duas derrotas, uma foi polêmica, em um lance em que eu participo, contra a Tuna, em que eu subi, fiz o movimento para cabecear e, na minha concepção, não foi pênalti, mas para isso existem outros profissionais, o penal foi dado e isso já passou”, relembrou o zagueiro, mostrando a capacidade de superação e foco no presente. Essa experiência prévia adiciona uma camada extra de rivalidade e revanche ao próximo duelo, elevando as apostas para ambos os lados.
A Força da Base e a Liderança dos Experientes
Um dos pontos de destaque na temporada bicolor tem sido a integração de jovens talentos da categoria de base no elenco principal. Essa mescla de juventude e experiência é vista como um diferencial e um projeto de longo prazo do clube. Castro, com seus 31 anos, assume o papel de mentor para essa garotada, buscando transmitir a eles não apenas a técnica, mas a mentalidade necessária para vestir a camisa de um clube de massa como o Paysandu.
“A mistura entre os atletas experientes com a garotada foi muito boa, eles vêm ajudando e fazendo isso muito bem. Estamos com a base, jogando com dois ou três da base, mas sempre terminamos a partida com quatro, cinco. Estamos vendo a importância deles para a sequência do campeonato”, ressaltou Castro. Ele enfatiza a necessidade de foco e dedicação contínuos, independentemente da idade ou da posição. “Estamos conversando com os mais novos, dando tranquilidade a eles e mostrando que somos testados todos os dias, independente da idade. O que fizemos ontem, hoje já não tem validade. Independente da idade é pensar que vocês estão no grupo para ajudar, todos possuem seu valor no grupo”, completou, sublinhando o valor do trabalho coletivo e da meritocracia diária.
O Clamor da Arquibancada: A Importância da Torcida Bicolor
A relação entre o Paysandu e sua torcida é simbiótica, e a influência da arquibancada é inegável, especialmente em jogos decisivos. A Curuzu, com sua atmosfera particular, transforma-se em um caldeirão onde a pressão externa se converte em combustível para os jogadores da casa. Castro, que já enfrentou o Paysandu como adversário, conhece bem essa dinâmica e agora busca capitalizar essa força a favor de seu time.
“É importante voltar à Curuzu. É uma decisão, jogo único, jogar em casa diante do torcedor. É um gramado em que estamos adaptados e nossa torcida faz toda a diferença. Já joguei contra o Paysandu umas quatro ou cinco vezes, sempre tinha aquela pressão da torcida. Agora ela está ao meu favor. Às vezes estamos cansados, fora de campo, e acabamos tirando força de onde não tem”, explicou o zagueiro. Sua experiência reforça a crença de que o apoio maciço da torcida pode ser o fator decisivo para superar os desafios impostos pela Tuna Luso e avançar para a próxima fase do Campeonato Paraense.
A partida contra a Tuna Luso não é apenas mais um jogo; é um teste de resiliência, estratégia e, acima de tudo, do poder da conexão entre o time e sua torcida. O Paysandu busca não apenas a vitória, mas também reafirmar sua força no cenário do futebol paraense. Para acompanhar de perto todos os lances, análises e a repercussão dessa e de outras notícias relevantes, continue conectado ao Portal Pai D’Égua. Nosso compromisso é trazer informação de qualidade, atualizada e aprofundada, cobrindo os mais variados temas que importam para você.