Paysandu, embalado por goleada, recebe o Castanhal na Curuzu por vaga na final do Parazão

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Caio Maia
Caio Maia

O Campeonato Paraense entra em sua fase mais aguda, e neste domingo (22), às 17h, o Estádio da Curuzu será palco de um confronto decisivo: Paysandu e Castanhal medem forças pela semifinal do torneio. Embalado por uma goleada convincente no meio de semana, o Papão busca confirmar seu favoritismo e garantir uma vaga na grande final. Do outro lado, o Castanhal, com uma campanha surpreendente e consistente, chega com a ambição de derrubar o gigante da capital e fazer história em uma das suas melhores participações no Estadual.

A Virada de Chave Bicolor: Do Risco à Reafirmação

A jornada do Paysandu neste Parazão tem sido uma montanha-russa de emoções. Depois de uma primeira fase marcada por oscilações e, por vezes, um futebol que não empolgava, a equipe bicolor viu-se em uma situação delicada, flertando com uma eliminação precoce que seria um duro golpe para suas aspirações. A vitória por 2 a 0 sobre o Santa Rosa, fora de casa, na última rodada da fase classificatória, foi o primeiro indício de uma mudança de ambiente, um respiro vital para a equipe.

O verdadeiro ponto de virada, contudo, veio nas quartas de final. A goleada de 5 a 1 aplicada sobre a Tuna Luso, na própria Curuzu, não foi apenas um placar elástico; foi uma demonstração de força, uma injeção de confiança para a torcida e um recado claro aos adversários. Aquele resultado reacendeu a paixão da massa bicolor, que passou a enxergar no time o potencial para brigar pelo 51º título paraense, um número que ressoa com a grandiosidade e a tradição do clube.

Apesar do entusiasmo, o técnico Júnior Rocha mantém a cautela, um comportamento típico de quem entende o peso da camisa que veste. “Não me iludo porque o futebol é muito traiçoeiro. Esse placar de 5 a 1 é o mesmo que o Remo conquistou, que o Castanhal conquistou, que o Cametá conquistou. O objetivo é o mesmo, que é a classificação. Para quem está no Paysandu, e eu estou entendendo isso, não basta chegar a uma semifinal ou a uma final. Quem veste esse manto sagrado aqui quer título, deixar um legado, uma história”, afirmou o treinador. Suas palavras traduzem a cobrança constante e a mentalidade de vitória que permeiam o ambiente bicolor, onde o sucesso é medido em taças e o legado é construído a cada conquista.

O Japiim em Ascensão: A Força do Interior

Se o Paysandu chega fortalecido, o Castanhal não fica atrás em termos de moral. O Japiim da Estrada vive um dos seus melhores momentos nos últimos anos, construindo uma campanha elogiável que o credencia como um adversário perigoso. A equipe do interior tem demonstrado organização tática e um futebol combativo, superando expectativas e consolidando-se como uma das grandes surpresas da edição.

Um marco importante para o clube foi o retorno ao Estádio Modelão, liberado após um longo período de reformas. Este fato, mais do que uma questão de infraestrutura, simboliza a reorganização e a ambição do clube, que busca fortalecer seus laços com a comunidade e criar uma identidade mais sólida no cenário do futebol paraense. Na primeira fase, o Castanhal terminou na sétima colocação, com uma performance consistente que lhe garantiu a vaga no mata-mata. Nas quartas de final, a equipe superou o Capitão Poço fora de casa, assegurando seu lugar nas semifinais do Parazão após um hiato de cinco anos, um feito que a torcida local celebra com orgulho.

Para o duelo na Curuzu, o técnico Guilherme Furtado terá um desfalque significativo: o atacante Daniel GTA, peça importante no esquema tático do Aurinegro, cumpre suspensão automática após ser expulso. A ausência do jogador exigirá ajustes na equipe, testando a capacidade de adaptação do Castanhal para manter seu poder ofensivo e sua solidez defensiva contra um adversário de alto calibre.

O Peso da Semifinal e as Estratégias em Campo

Uma semifinal de Campeonato Paraense carrega consigo não apenas a expectativa de uma vaga na final, mas todo o peso da tradição e da paixão regional. Para o Paysandu, é a chance de reafirmar sua hegemonia e dar mais um passo rumo a mais um título. Para o Castanhal, é a oportunidade de consolidar sua ascensão e provar que o futebol do interior tem força para brigar com os grandes da capital.

No Papão, a base da equipe que goleou a Tuna Luso deve ser mantida, indicando que Júnior Rocha confia na formação que encontrou o bom desempenho. A principal dúvida reside no miolo de zaga, com Luccão e Quintana, que estavam no departamento médico, podendo retornar e disputar vaga ao lado de Castro. Do meio para frente, a tendência é pela repetição do time, com destaque para a dupla de volantes formada por Henrico e Pedro Henrique, jovens talentos que vêm ganhando espaço e demonstrando maturidade no elenco profissional, representando uma aposta no futuro do clube.

O embate na Curuzu será um verdadeiro teste de fogo para ambos os times. O Paysandu precisará lidar com a pressão de jogar em casa e a expectativa de sua torcida, buscando manter o ritmo ofensivo e a solidez defensiva. O Castanhal, por sua vez, terá que compensar a ausência de Daniel GTA e apresentar uma estratégia inteligente para neutralizar o ímpeto bicolor, explorando contra-ataques e a eficiência de seus atacantes. A partida promete ser um espetáculo de tática, garra e muita emoção, definindo quem seguirá na busca pelo cobiçado troféu do Parazão.

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Fonte: https://www.oliberal.com

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