Padre cláudio aborda fé e presença divina em homilia

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Dilson Pimentel
Dilson Pimentel

Durante a homilia deste domingo, o padre Cláudio Pighin dedicou sua reflexão ao Evangelho de Mateus, especificamente Mateus 5,1-12, e à significância espiritual da “comemoração de todos os defuntos”. Esta data, de grande importância para a Igreja Católica, convida os fiéis a orarem e recordarem aqueles que já faleceram. O religioso destacou que o trecho do Sermão da Montanha, conforme apresentado por Mateus, revela dois distintos grupos de ouvintes: “as multidões e os seus discípulos”.

O padre explicou que “os discípulos são os mais próximos” nesse contexto, e que a montanha, como cenário, possui um valor simbólico profundo. Segundo ele, “a montanha não tem um valor topográfico, mas significa o lugar da revelação divina. O fato de sentar-se mostra a típica colocação daquele que ensina – o seu ensino se reveste de toda a autoridade”. Ele enfatizou que Jesus, ao ensinar, “veio autorizando revelar a vontade do pai”, e que o ensinamento de Cristo requer uma transformação genuína: “Este ensino precisa que o ser humano se decida e mude a sua vida. As bem-aventuranças são os sinais da presença de Deus entre nós. Percebendo esta proximidade, a nossa vida se torna feliz”.

Em sua análise, o sacerdote ressaltou que Jesus se dirige “ao povo simples, pobres, oprimidos, indefesos e marginalizados”, levando a eles a boa notícia do Reino de Deus. “Por isso, os parabeniza, porque os proclama felizes. Certamente, não para exaltar a pobreza e a miséria das pessoas, mas porque Deus age para tirá-los dessas condições desumanas. É esta perspectiva de salvação que proporciona a grande felicidade”, afirmou.

Cláudio Pighin salientou que a mensagem de Cristo deve ser interpretada para além de uma simples perspectiva moralista: “Estes pobres aflitos não são os melhores e nem tanto os mais disponíveis que os outros, mas porque são os indefesos e oprimidos Deus fica do lado deles enquanto defensor daqueles que, neste mundo, não têm quem possa ajudá-los. Esta é uma mensagem de esperança para uma libertação mais próxima”.

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O padre também abordou o valor do sofrimento experimentado em nome da fé. “Enfatiza-se nesta série de felicidade ao ser humano aquela que sofre por causa de Jesus. Isto é: se alguém sofre como cristão, não tem que se envergonhar ou se arrepender, mas, pelo contrário, louvar a Deus por este nome. Todas estas promessas se tornam uma consolação para aqueles que seguem a Jesus, o Cristo”, declarou.

Ao concluir a homilia, padre Cláudio estabeleceu uma conexão entre o discurso da montanha e a compreensão da santidade, bem como a memória dos falecidos. “Esta ótica do discurso da montanha nos ajuda a compreender a santidade das pessoas e a compreender também os nossos irmãos falecidos. Assim sendo, todos nós podemos perseguir esta mística tão fundamental para a nossa sociedade, Um bom domingo da comemoração de todos os defuntos”.

Fonte: www.oliberal.com

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