Osorio rebate críticas e esclarece estratégias no Remo: ‘Não posso pensar como o torcedor’

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Igor Wilson
Igor Wilson

Em um cenário de intensas críticas e questionamentos, o técnico Juan Carlos Osorio, do Clube do Remo, voltou a se posicionar publicamente após a vitória sobre o Águia de Marabá. O treinador colombiano, conhecido por sua abordagem meticulosa e estratégica, utilizou a entrevista coletiva para discutir as críticas recebidas após o empate em 2 a 2 com o Mirassol, detalhando suas escolhas táticas e a necessidade de ajustes constantes na equipe. Osorio enfatizou que suas decisões não são meras improvisações, mas sim respostas calculadas ao desgaste físico dos atletas, um aspecto que ele considera crucial para o desempenho sustentável do time ao longo da temporada.

Ajustes Táticos e Justificativas de Osorio

Durante a coletiva, Osorio concentrou sua atenção na explicação das mudanças realizadas em campo, especialmente a decisão de colocar Kayky Almeida como lateral-esquerdo. O técnico afirmou que tais alterações são necessárias para manter o equilíbrio físico da equipe, evitando assim lesões e garantindo a competitividade do time. Ele destacou que a queda de rendimento observada no jogo contra o Mirassol foi em grande parte influenciada pelo nível elevado do adversário e pelas limitações físicas dos seus jogadores. "Controlamos o jogo com o melhor onze, mas perdemos o controle pela parte física", afirmou Osorio, ressaltando a importância de gerenciar a carga de trabalho dos atletas.

Equipe em Transição: Novas Chances e Adaptações

Osorio também abordou as mudanças efetuadas no segundo tempo da partida contra o Mirassol, mencionando a necessidade de adaptação de alguns jogadores recém-chegados. Ele pontuou que Vitor Bueno e Zé Ricardo, provenientes de uma liga com intensidade inferior, ainda estão se ajustando ao ritmo mais acelerado do futebol brasileiro. Além disso, Leonel Picco, que enfrentou um incômodo físico, foi substituído para evitar riscos, enquanto Catarozzi e Zé Welison receberam oportunidades de contribuir com o time, refletindo a visão de Osorio de integrar todos os membros do elenco gradualmente.

Visão Externa e Planejamento Interno

Consciente das percepções externas, Osorio reconheceu a leitura crítica feita pela torcida, mas insistiu na importância de manter o foco em seu planejamento estratégico. "Eu vejo o que o torcedor vê, mas não posso pensar como o torcedor", declarou, reforçando sua postura de liderar com uma perspectiva mais abrangente e orientada por dados. Ele destacou seu objetivo de reduzir o elenco, dando oportunidades equitativas para que todos os jogadores alcancem seu potencial máximo, uma estratégia que, segundo ele, vai se provar eficaz ao longo do campeonato.

Desafios Estruturais: O Gramado e o Estilo de Jogo

Outro ponto abordado por Osorio foi a condição do gramado, que, segundo ele, influenciou de forma significativa as atuações do time. Ele comparou o campo do Baenão, que estava em ótimas condições, com outros gramados que não favorecem o estilo de jogo do Remo, baseado em passes curtos e jogadas com a bola no chão. "Nosso estilo é jogar com a bola no chão, e isso fica muito difícil em um gramado que não esteja em alto nível", comentou Osorio, apontando para a necessidade de melhorias estruturais que apoiem seu modelo de jogo.

Com um olhar focado no futuro e uma estratégia bem definida, Osorio continua a moldar o time do Remo, enfrentando críticas e desafios com uma abordagem prática e informada. Para acompanhar mais análises e atualizações sobre o time e o campeonato, continue navegando no Portal Pai D'Égua e fique por dentro de todas as novidades do mundo do futebol.

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