Operação Shadowgun desarticula rede nacional de fabricação ilegal de armas em 3D

Facebook
X
WhatsApp
Telegram
O Liberal
O Liberal

Na manhã desta quinta-feira (12), em Belém, foi cumprido um mandado de busca e apreensão durante a Operação Shadowgun, que tem como objetivo investigar uma organização criminosa nacional envolvida na fabricação e venda ilegal de armas produzidas em impressoras 3D pela internet. A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) em um endereço localizado no bairro do Umarizal.

O alvo da operação em Belém é suspeito de ter ligação com a rede investigada em âmbito nacional. As autoridades revelaram que o suspeito foi monitorado por aproximadamente um mês antes do cumprimento do mandado no local onde reside. A ordem judicial no Pará foi realizada simultaneamente a outras ações da operação em diferentes estados do Brasil.

A ação no Pará foi desencadeada a partir do pedido do Gaeco do Rio de Janeiro, responsável pela investigação principal do caso. A operação foi coordenada em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministérios Públicos e Polícias Civis de diversos estados.

Investigação e Desdobramentos

A Operação Shadowgun resultou no cumprimento de 36 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão em 12 estados brasileiros. Até o momento, quatro indivíduos foram detidos, incluindo o suposto líder da quadrilha, encontrado em São Paulo. Os demais mandados de prisão foram direcionados a suspeitos em cidades paulistas, enquanto as demais ordens judiciais foram executadas nos outros 11 estados.

O objetivo da operação é desmantelar uma organização criminosa especializada na produção e comercialização de armas de fogo, incluindo fuzis, e acessórios fabricados por meio de impressão 3D, conhecidos como “ghost guns” ou “armas fantasmas” internacionalmente.

Segundo as investigações, o grupo utilizava a internet para compartilhar projetos digitais de armamentos, manuais de montagem e instruções para a fabricação clandestina das armas. Esses materiais possibilitavam que terceiros produzissem armamentos ilegais utilizando impressoras 3D e equipamentos facilmente acessíveis no mercado.

Repercussões e Riscos à Segurança Pública

As chamadas “armas fantasmas” não possuem numeração de série, tornando-as difíceis de rastrear pelas autoridades, o que representa um sério risco à segurança pública. Além da divulgação de projetos, os membros da organização também produziam e vendiam peças e componentes impressos em 3D, anunciados em plataformas de comércio eletrônico e enviados pelos correios para compradores em diferentes estados.

As investigações identificaram o uso de sistemas de pagamento digitais com alto grau de anonimização para realizar transações financeiras, dificultando o rastreamento dos valores movimentados. Esses recursos eram usados para adquirir equipamentos, manter a infraestrutura digital e financiar as atividades do grupo.

Colaboração e Desfecho da Operação

A operação contou com o apoio de diversas Polícias Civis estaduais, do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da agência norte-americana Homeland Security Investigations (HSI). Os investigados poderão responder por organização criminosa, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de capitais. Um balanço completo da operação deve ser divulgado pelas autoridades ainda hoje.

Concluindo, a Operação Shadowgun representa um importante passo no combate à fabricação ilegal de armas em 3D no Brasil, destacando a necessidade de ações coordenadas entre os órgãos de segurança e investigação para enfrentar essa grave ameaça à sociedade.

Fonte: https://www.oliberal.com

ANÚNCIOS

// bombando!

// Veja também