A Polícia Civil do Pará (PCPA) alcançou um marco significativo na luta contra a criminalidade, restituindo mais de 500 celulares que haviam sido furtados ou roubados. A ação, parte da segunda fase da operação “Reconecta”, ocorreu nesta quinta-feira, 18 de dezembro, na Delegacia Geral, localizada no bairro de Nazaré, em Belém. Os legítimos proprietários dos dispositivos, previamente intimados, compareceram para reaver seus bens.
Desafios e Estratégias da Operação
O delegado-geral adjunto da PCPA, Temmer Khayat, ressaltou a complexidade inerente a essa etapa da operação. Ele explicou que a localização de alguns celulares exige um esforço considerável, visto que muitos deles são encontrados em cidades do interior do estado ou até mesmo em outras unidades federativas. Khayat enfatizou que a ação vai além da simples apreensão dos aparelhos.
“Esta operação não se encerra aqui. É crucial realizar a oitiva das pessoas que estavam em posse desses dispositivos. As informações coletadas são fundamentais para subsidiar nossas investigações, permitindo-nos identificar os locais onde esses celulares roubados foram adquiridos e, assim, desmantelar as redes de receptação”, afirmou o delegado.
Esforço Conjunto e Sucessos Anteriores
A operação “Reconecta” é fruto de uma colaboração estratégica, envolvendo o Núcleo de Inteligência Policial (NIP) e as Superintendências Regionais, tanto da Região Metropolitana quanto do interior do estado. Este trabalho integrado tem se mostrado eficaz, com resultados expressivos em fases anteriores.
Em dezembro de 2024, por exemplo, mais de 400 aparelhos foram recuperados e devolvidos aos seus proprietários, em uma ação conjunta com a Diretoria de Polícia Metropolitana (DPM) e a Diretoria de Polícia do Interior (DPI). Já em maio deste ano, a Polícia Civil conseguiu restituir outros 200 dispositivos, demonstrando a continuidade e o sucesso das iniciativas.
Combate à Receptação e ao Mercado Ilegal
O delegado Temmer Khayat sublinhou que um dos principais objetivos da atuação policial é romper o ciclo vicioso que alimenta o crime. Ele explicou que o roubo de um telefone frequentemente culmina em sua repassagem para indivíduos especializados na “limpeza” do dispositivo e sua posterior reinserção no mercado ilegal. “Ao focar nessas investigações pontuais e alcançar esses pontos críticos, conseguimos desarticular os centros de receptação e, consequentemente, inibir a revenda de celulares furtados ou roubados”, pontuou Khayat, reforçando a estratégia de combate à criminalidade organizada.
A Inteligência por Trás da Recuperação
A localização dos aparelhos é um processo de inteligência policial que se inicia quando os dispositivos são novamente ativados após a subtração. Temmer Khayat explicou que a demora na restituição de alguns celulares se deve ao tempo que levam para serem reinseridos no mercado clandestino. “Há casos em que a recuperação ocorre em um mês, enquanto outros telefones levam até um ano para serem encontrados após o furto ou roubo. Este é um trabalho minucioso, desenvolvido em colaboração com as operadoras de telefonia, essencial para rastrear e localizar esses dispositivos”, detalhou o delegado.
O Depoimento de uma Vítima Satisfeita
Esdras Luiz, um dos cidadãos que teve seu aparelho restituído, compartilhou sua experiência. Seu celular havia sido subtraído em 2023, na capital Belém. Após dois anos de espera, ele finalmente conseguiu reaver seu bem. “Realizei o boletim de ocorrência online, segui todos os procedimentos necessários e confiei no empenho da Polícia Civil para resgatar meu aparelho. Na quarta-feira, 17 de dezembro, fui gratamente surpreendido com uma notificação via redes sociais, informando que meu celular já estava disponível na Delegacia Geral para retirada. É um desfecho extremamente positivo, que atesta a excelência do trabalho da PCPA”, celebrou Esdras.
Orientações para Vítimas e Restituição
Para agilizar o processo de restituição, é fundamental que as vítimas de roubo ou furto de dispositivos móveis mantenham seus dados cadastrais atualizados na delegacia onde o registro da ocorrência foi feito. Aqueles que receberam a intimação para a retirada do celular devem comparecer à Delegacia Geral munidos de um documento de identificação oficial com foto e a própria intimação.