Operação contra furto de energia autua 15 estabelecimentos no sudeste do Pará
Uma força-tarefa integrada, composta pela Polícia Civil e pela Polícia Científica, com o suporte técnico da Equatorial Energia, deflagrou uma operação de combate ao furto de energia elétrica em três municípios do sudeste paraense. A ação resultou na autuação de 15 estabelecimentos comerciais e residenciais em Canaã dos Carajás, Parauapebas e Tucuruí, flagrados com irregularidades que comprometiam a rede de distribuição local.
Alvos da operação e irregularidades detectadas
Os estabelecimentos fiscalizados apresentavam diferentes formas de fraude, desde medidores adulterados até ligações clandestinas diretas, conhecidas popularmente como “gatos”. Entre os locais autuados, encontram-se frigoríficos, supermercados, academias, clínicas e espaços de eventos. A diversidade dos alvos demonstra que o furto de energia não é uma prática restrita a um setor específico, impactando diretamente a qualidade do fornecimento para toda a comunidade.
Detalhamento das fraudes por município
Em Canaã dos Carajás, a operação identificou oito casos de irregularidade. Na área urbana, uma geleira acumulou um débito superior a R$ 19 mil, enquanto um supermercado e uma academia somaram prejuízos de R$ 7 mil cada. A fiscalização também se estendeu à zona rural do município, onde uma fábrica de pré-moldados, uma loja de materiais de construção e um supermercado operavam com ligações diretas à rede, sem qualquer tipo de medição.
Em Parauapebas, o foco da ação foi a zona rural, onde quatro estabelecimentos foram flagrados com medidores adulterados. Já em Tucuruí, a força-tarefa autuou duas residências, uma academia, uma clínica e um espaço de eventos. Em todos esses casos, o objetivo dos responsáveis era reduzir artificialmente o valor da fatura em comparação ao consumo real registrado pelos equipamentos.
Consequências legais e impacto social
Além das sanções administrativas, a Polícia Civil reforçou que os responsáveis pelos estabelecimentos deverão ressarcir os valores não faturados, seguindo estritamente a regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os infratores também arcarão com os custos operacionais e administrativos gerados pela regularização das ligações.
O furto de energia é classificado como crime e gera prejuízos que vão além da esfera financeira. A sobrecarga na rede, causada por ligações clandestinas, frequentemente resulta em quedas de energia e oscilações de tensão, prejudicando moradores e outros comércios que estão em situação regular. A população pode colaborar com o combate a essa prática realizando denúncias anônimas pelo Disque-Denúncia 181 ou pelos canais oficiais da Equatorial Energia, como o telefone 0800 091 0196 ou o site oficial da distribuidora.
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