Onça resgatada com coleira em Roraima reaprende a caçar para voltar à natureza em Goiás

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Onça resgatada com coleira em Roraima reaprende a caçar para voltar à natureza em Goiás

Destaques:

  • Uma onça-pintada resgatada com coleira de cachorro em Roraima está em fase final de reabilitação em Goiás.
  • O animal, que tinha pouco mais de um mês ao ser encontrado, passou por um protocolo inédito de rewilding.
  • No Instituto Nex, em Corumbá de Goiás, a onça aprimora seus instintos de caça e evita contato humano para ser solta.

Uma história de resiliência e esperança para a fauna brasileira ganha um novo capítulo em Goiás. Uma onça-pintada, encontrada há 14 meses em Roraima usando uma coleira de cachorro – um triste indicativo de cativeiro ilegal –, está agora em Corumbá de Goiás, a cerca de 80 km de Brasília, para a etapa crucial de seu processo de reabilitação. O objetivo é claro: devolver o felino, um dos maiores símbolos da nossa biodiversidade, à vida selvagem, após um treinamento intensivo para reaprender a caçar e evitar o contato humano.

A jornada de resgate e recuperação

A saga da onça-pintada começou de forma dramática. Em novembro de 2022, policiais ambientais a resgataram em uma chácara no município de Caroebe, no sul de Roraima. Na época, era apenas um filhote com pouco mais de um mês de vida, desidratada, ferida e com lesões, escoriações e fungos pelo corpo. A presença da coleira de cachorro era um sinal inequívoco de que o animal estava sendo criado ilegalmente como um pet, uma prática cruel e perigosa que compromete severamente o futuro de espécies selvagens.

Após os primeiros cuidados no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Boa Vista, em Roraima, a onça foi transferida para a unidade de Brasília, onde sua recuperação avançou significativamente. Sob os cuidados de veterinários e biólogos, o animal alcançou excelentes condições de saúde, com peso e força adequados para sua idade, um testemunho da dedicação das equipes envolvidas.

Protocolo inédito para a reintrodução

O que torna este caso ainda mais notável é o protocolo de reabilitação empregado. Segundo Júlio César Montanha, chefe do Cetas de Brasília, o método é inédito para a espécie. Em 1 ano e 2 meses desde o resgate, a onça ganhou cerca de 40 kg e, mais importante, começou a apresentar o comportamento selvagem essencial para sua soltura. Este é um desafio imenso, pois animais criados em cativeiro desde filhotes frequentemente perdem os instintos naturais de caça e defesa, além de desenvolverem uma perigosa familiaridade com humanos.

A fase final do processo ocorre no Instituto Nex, em Corumbá de Goiás, conhecido como um

Fonte: g1.globo.com

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