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Mostra Tekó destaca cinema indígena e protagonismo feminino em Belém

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ânea, com exibição de curtas-metragens premiados recentemente no Amazônia FiDoc
Reprodução G1

A capital paraense se prepara para receber um importante encontro de valorização da cultura e da produção cinematográfica dos povos originários. Nos dias 29 e 30 de maio de 2026, o Sesc Ver-o-Peso será palco da III Mostra Tekó de Artivismo Indígena, um evento que promete conectar o público belenense com narrativas potentes e contemporâneas produzidas dentro e fora dos territórios tradicionais.

Cinema indígena em foco na mostra Esaetá

Um dos pontos altos da programação é a realização da 1ª Mostra Audiovisual Esaetá. O espaço é dedicado exclusivamente à exibição de curtas-metragens que ganharam destaque recente no Amazônia FiDoc, um dos festivais mais relevantes do cinema pan-amazônico. A curadoria busca evidenciar que a produção audiovisual indígena possui uma estética própria e diversa, rompendo com visões estereotipadas sobre os povos originários.

Entre as obras selecionadas, o público poderá conferir produções que foram premiadas na Mostra As Amazonas do Cinema, um recorte específico que celebra o protagonismo feminino atrás e na frente das câmeras. O filme Rami Rami Kirani, dirigido por Lira e Luciana Tira Hunikuin, é um dos destaques. A obra, que conquistou o prêmio de Melhor Curta-metragem pelo Júri Oficial, oferece um mergulho sensível na espiritualidade e nas práticas de medicina tradicional das mulheres da Aldeia Mibãya.

Identidade e vivências urbanas

A programação também abre espaço para reflexões sobre o indígena no contexto urbano com o filme Quem Quer?, dirigido por Célia Maracajá. A produção, que levou o prêmio de Melhor Curta-metragem pelo Júri Popular, utiliza uma linguagem de docudrama experimental para explorar os dilemas de uma jovem indígena desaldeada na periferia de Belém. O enredo aborda a complexa busca pela afirmação da identidade cultural em meio aos desafios de acesso ao ensino superior e políticas de cotas.

Para Porakê Munduruku, integrante da coordenação do evento, a iniciativa vai além da exibição de filmes. “A presença de obras tão poderosas e diversas, que representam o melhor do cinema indígena realizado tanto nos territórios quanto nas cidades, demonstra que olhares indígenas não se limitam a um paradigma estético”, destaca. A ideia é fortalecer a rede de realizadores e ampliar o alcance dessas histórias para a sociedade em geral.

Programação e atividades culturais

As exibições audiovisuais estão concentradas no dia 30 de maio e foram organizadas em três sessões temáticas para facilitar o acesso do público: a Sessão Pindoretama (das 9h às 12h), a Sessão Maenry (das 14h às 16h) e a Sessão Marajó (das 17h às 18h). Esta última reserva um momento especial com a estreia do curta Álibi, da cineasta marajoara Jaci Garcia.

Além das telas, a III Mostra Tekó de Artivismo Indígena oferece uma imersão cultural completa. O evento contará com apresentações musicais, danças tradicionais, oficinas formativas e uma feira de artesanato, criando um ambiente de troca de saberes entre artistas e a comunidade. Para mais informações sobre o cenário cultural e outros eventos na região, continue acompanhando as atualizações do Portal Pai D’Égua, seu compromisso diário com a informação de qualidade e a valorização da cultura amazônica.

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