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Autópsia revela falência múltipla em paraense que morreu após cirurgias estéticas na Bolívia

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Imagem gerada com IA
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A trágica morte de Krisley Poliana Vieira da Silva, uma paraense de 36 anos, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, após uma série de procedimentos estéticos, ganhou novos e alarmantes detalhes. A autópsia realizada na última quarta-feira, 22 de abril, confirmou que a causa direta do óbito, ocorrido em 17 de abril, foi falência múltipla dos órgãos. O caso, que chocou a comunidade paraense, levanta sérias questões sobre os riscos associados ao turismo médico e à busca por intervenções estéticas em outros países.

cirurgias: cenário e impactos

Krisley, natural de Santarém e residente em Itaituba, ambas cidades no sudoeste do Pará, viajou sozinha para o país vizinho com o objetivo de realizar três cirurgias: colocação de próteses de silicone, abdominoplastia e lipoaspiração. A expectativa de uma transformação estética se transformou em um pesadelo que culminou em seu falecimento, deixando familiares e amigos em luto e buscando respostas.

Detalhes da autópsia e as causas da morte

O documento oficial da autópsia detalha um quadro clínico devastador que levou à falência múltipla dos órgãos. Além da causa principal, foram identificadas outras condições graves que contribuíram para a morte da paraense. Entre elas, a coagulação intravascular disseminada, uma condição crítica onde a coagulação sanguínea se ativa de forma descontrolada dentro dos vasos, levando a sangramentos e tromboses simultâneas.

Também foram apontadas a peritonite séptica generalizada, uma inflamação severa e infecciosa do peritônio (membrana que reveste a cavidade abdominal), e a ressecção transmural do intestino grosso, pós-cirúrgica, com sutura entre o ceco e o cólon ascendente. O médico legista, contudo, não conseguiu determinar se a morte de Krisley foi classificada como violenta ou acidental, indicando a complexidade e as incertezas que ainda cercam o caso.

A jornada de Krisley e o agravamento do quadro

A saga de Krisley na Bolívia começou em 1º de abril, com o primeiro procedimento estético. Apenas dois dias depois, em 3 de abril, ela foi submetida à abdominoplastia. Foi a partir deste segundo procedimento que as dores intensas na região abdominal começaram, marcando o início de um rápido e preocupante agravamento de seu estado de saúde.

Mensagens de áudio enviadas por Krisley a amigos revelam o desespero e a angústia que ela vivenciava. Ela relatava fortes dores, dificuldade para respirar e o desejo urgente de deixar a clínica onde estava internada. Em um momento crítico, a paciente chegou a ser internada em uma unidade de saúde e, posteriormente, transferida para outro hospital com equipe especializada, mas sem apresentar qualquer melhora significativa.

Em suas comunicações, Krisley também contestava a alegação dos médicos de que seus sintomas seriam de origem psicológica. Ela chegou a pedir ajuda financeira para buscar uma nova avaliação médica, evidenciando a desconfiança e a busca por um diagnóstico mais preciso. Relatos a amigos também mencionavam a informação de problemas na circulação sanguínea na região abdominal, com a preocupante possibilidade de necrose, um indicativo de complicações graves.

Investigação em curso e o apoio consular

Diante da gravidade dos fatos, a imprensa boliviana noticiou que o caso está sob investigação. As autoridades locais buscam esclarecer a causa exata da morte e verificar se houve negligência médica por parte da clínica ou dos profissionais envolvidos nos procedimentos. O corpo de Krisley foi encaminhado ao necrotério judicial de La Pampa de la Isla para os exames periciais que subsidiarão a investigação.

O Consulado-Geral do Brasil em Santa Cruz de la Sierra informou, por meio de nota, que tem prestado assistência à família de Krisley desde o primeiro contato. Além disso, os familiares estão em contato com a Defensoria Pública da União em Santarém para tratar dos trâmites burocráticos e logísticos necessários para o traslado do corpo de Krisley para o Brasil, um processo que adiciona mais dor e complexidade à tragédia.

Alertas sobre turismo médico e riscos no exterior

A morte de Krisley Poliana acende um alerta sobre os riscos inerentes ao chamado “turismo médico”, prática em que indivíduos viajam para outros países em busca de procedimentos de saúde, muitas vezes atraídos por custos mais baixos ou pela promessa de resultados rápidos. Embora existam clínicas e profissionais qualificados em diversas partes do mundo, a decisão de realizar intervenções cirúrgicas em um país estrangeiro exige cautela redobrada.

Fatores como a barreira da língua, a diferença nas regulamentações médicas, a dificuldade de acesso a informações sobre a reputação dos estabelecimentos e a complexidade de buscar reparação legal em caso de complicações são desafios significativos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras entidades de saúde frequentemente alertam para a importância de pesquisar a fundo, consultar profissionais de confiança e considerar todos os riscos antes de se submeter a procedimentos médicos fora do país de origem.

O Portal Pai D’Égua continuará acompanhando de perto este caso, trazendo as atualizações e os desdobramentos da investigação. Mantenha-se informado com a nossa cobertura completa e contextualizada, que busca oferecer informação relevante e de qualidade sobre os temas que impactam a sua vida e a sua comunidade.

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