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Jovem carateca paraense conquista prata nos jubs com apoio familiar

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© Rosívaldo Lima/Uninassau/Direitos Reservados
© Rosívaldo Lima/Uninassau/Direitos Reservados

a distância de mais de 1.500 quilômetros entre belém, no pará, e natal, no rio grande do norte, não impediu que a família de péricles souza sobrinho, um carateca de 18 anos, o acompanhasse em sua estreia nos jogos universitários brasileiros (jubs). o estudante do segundo período de nutrição da unama garantiu a torcida de casa e conquistou a prata no kata individual. ele ainda competirá no kumite, na categoria até 67 quilos, buscando mais uma medalha.

“claro que o primeiro lugar é o que a gente sempre quer, mas eu estou muito feliz com o resultado. eu admito que eu dei o melhor, na final foi uma disputa de medalha muito boa”, declarou o atleta.

renata siqueira mendes, mãe de péricles, esteve presente na torcida e foi uma grande incentivadora no início. péricles revela que, quando começou no esporte aos 7 anos, não apreciava tanto, mas a insistência da mãe foi crucial: “eu não gostava até fazer a minha primeira competição, e eu perdi a minha primeira competição. eu falei: eu quero ganhar! e estou até hoje competindo”.

segundo renata, a persistência valeu a pena: “ele sempre foi um menino muito elétrico. o caratê foi uma forma de trabalhar a concentração dele. e deu certo, porque, além da concentração, veio a questão da disciplina e da organização, o que é muito importante para o crescimento dele”.

após a conquista da medalha, as atenções do atleta e de sua família se voltam para a disputa do kumite, que acontecerá na próxima quinta-feira (16). enquanto o kata é a exibição de golpes contra oponentes imaginários, o kumite coloca dois caratecas frente a frente. péricles explica que as duas modalidades são distintas: “querendo ou não o kata é uma luta imaginária, tudo depende de ti, não que o kumite não dependa, mas no kumite você às vezes pode ganhar por um erro do adversário, quem for mais rápido, o juiz decide normalmente”.

independentemente de conquistar outra medalha, péricles avalia a experiência nos jubs como positiva. ele pretende participar de outras edições: “estou gostando muito, tudo é muito organizado, as pessoas são muito receptivas, todo mundo é muito alegre, a estrutura é sem comentários, nível mundial, estou muito satisfeito”.

“eu pretendo seguir carreira competindo, porque hoje em dia é o que amo fazer. então todo ano eu pretendo vir para o jubs até me formar”, planeja péricles, com o apoio contínuo de sua família.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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