Em um movimento que reforça a importância da humanização no tratamento de saúde mental, o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC), localizado em Belém, realizou nesta semana, em 15 de maio de 2026, os seus primeiros jogos internos dedicados aos pacientes da clínica psiquiátrica da unidade. A iniciativa, que combinou atividades esportivas e jogos de mesa, culminou em uma cerimônia de encerramento com a entrega de troféus e medalhas, promovendo uma valiosa confraternização entre pacientes e a equipe de profissionais de saúde.
A organização do evento ficou a cargo da equipe multiprofissional do hospital, impulsionada pela recente inauguração de novos espaços terapêuticos. Entre as novidades, destacam-se uma quadra poliesportiva e áreas especialmente projetadas para jogos de interação social, que agora ganham vida com a participação ativa dos pacientes.
Inovação Terapêutica e Uso de Novos Espaços
A proposta dos jogos internos surgiu como uma estratégia para maximizar o aproveitamento dos recém-inaugurados ambientes e, simultaneamente, fortalecer o vínculo dos pacientes com atividades coletivas. Lilian Vaughan, terapeuta ocupacional envolvida na iniciativa, explicou que a ideia resgatou memórias afetivas em muitos dos participantes.
“Quando apresentamos a ideia, muitos pacientes lembraram de experiências que tiveram na escola, das apresentações, dos jogos, das premiações. Isso despertou memórias afetivas e também incentivou a participação deles nas atividades físicas e sociais”, detalhou Vaughan. Essa conexão com o passado e a possibilidade de reviver momentos de alegria e competição saudável mostraram-se um poderoso estímulo para a adesão ao programa.
O Impacto dos Jogos na Saúde Mental dos Pacientes
Os jogos internos são mais do que simples passatempos; eles são ferramentas terapêuticas fundamentais. A terapeuta ocupacional Lilian Vaughan ressaltou que as atividades contribuem significativamente para o processo de recuperação, incentivando a socialização, a prática de exercícios físicos e a interação com a equipe de saúde. “É algo que contribui para a saúde mental e para o bem-estar deles durante a internação”, reforçou a profissional, destacando o valor integral da abordagem.
Ao longo da semana, os pacientes tiveram a oportunidade de participar de diversas modalidades, como futsal, basquete, vôlei, dama, dominó e tênis de mesa. Embora muitas dessas atividades já fizessem parte da rotina terapêutica da unidade, a formatação de um evento competitivo e celebratório conferiu um novo significado e entusiasmo à participação.
Acolhimento e Humanização no Ambiente Hospitalar
A criação de um ambiente mais acolhedor e humanizado é um dos pilares da iniciativa. O educador físico Rômulo Santos enfatizou que a programação foi cuidadosamente planejada para promover a interação não apenas entre os próprios pacientes, mas também com toda a equipe multiprofissional. “Muitos chegam aqui em quadros depressivos e encontram nesses momentos uma oportunidade de alegria, confraternização e melhora do humor”, afirmou Santos.
Essa abordagem reflete uma tendência crescente na saúde mental, que busca ir além do tratamento medicamentoso, integrando terapias complementares que promovam o bem-estar físico e emocional. A prática regular de atividades na academia terapêutica da unidade, por exemplo, já é um componente do tratamento oferecido pela equipe multidisciplinar, e os jogos internos vêm somar a esse esforço contínuo de cuidado integral. Para mais informações sobre a saúde pública no Brasil, você pode consultar o portal do Governo Federal.
Benefícios Estendidos a Acompanhantes e o Futuro da Iniciativa
Os benefícios dos jogos internos não se restringiram aos pacientes. A movimentação e a atmosfera positiva também alcançaram os acompanhantes, que muitas vezes compartilham da rotina desafiadora do ambiente hospitalar. Elvis Luiz Santos, de 31 anos, morador de Marituba, que acompanha sua esposa durante a internação, testemunhou a importância das atividades para o estado emocional dela.
“É muito bom porque distrai a mente dela. Ela sai do quarto, participa das atividades, faz exercício e interage com outras pessoas. Isso ajuda muito nesse momento que ela está passando”, contou Elvis. Ele também destacou como a programação contribui para quebrar a rotina dos próprios acompanhantes: “Pra gente também é muito bom sair um pouco daquela rotina só do quarto e acompanhar ela nesses momentos”, acrescentou.
Diante do sucesso e do impacto positivo, a equipe do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna tem a expectativa de transformar os jogos internos em uma programação permanente do Serviço de Internação Breve da Clínica Psiquiátrica. O objetivo é fortalecer ainda mais as ações de humanização e o cuidado integral oferecido aos pacientes, consolidando a unidade como referência em uma abordagem que valoriza o bem-estar em todas as suas dimensões.
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