Jardim do Museu da República no Rio receberá novo prédio do Museu do Folclore

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Destaques:

  • Um acordo entre Iphan e Ibram permitirá a construção de uma nova unidade do Museu do Folclore Edison Carneiro nos jardins do Museu da República, no Rio de Janeiro.
  • O projeto visa expandir a capacidade de pesquisa, exposição e guarda do acervo de cultura popular, que hoje soma mais de 20 mil objetos, atendendo a uma demanda de 20 anos.
  • Com investimento previsto entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões via PAC, a iniciativa busca democratizar o acesso ao patrimônio cultural brasileiro e fortalecer a identidade nacional.

Em um movimento significativo para a cultura brasileira, os históricos jardins do Museu da República, localizado na zona sul do Rio de Janeiro, se preparam para abrigar uma nova e moderna unidade do Museu do Folclore Edison Carneiro. A iniciativa, que promete revitalizar e expandir o acesso ao rico patrimônio da cultura popular do país, foi selada recentemente por meio de um acordo entre as instituições responsáveis pelas duas entidades.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que administra o Museu do Folclore, e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), responsável pelo Museu da República, formalizaram a parceria em um evento que ecoou a importância da preservação e valorização das raízes culturais do Brasil. A assinatura do acordo ocorreu paralelamente à inauguração de um mural em homenagem ao folclorista Edison Carneiro, no bairro do Catete, reforçando a relevância do legado desse etnólogo para a compreensão da cultura afro-brasileira e popular.

Um espaço para a memória e a identidade nacional

A nova unidade, projetada para ser erguida em uma pequena área adjacente do jardim do Museu da República, terá como principal objetivo abrigar obras da cultura popular, registros de saberes e modos de fazer que compõem a vasta tapeçaria cultural brasileira. Mais do que um simples anexo, o novo prédio pretende integrar unidades do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), guardando e exibindo uma reserva técnica ampliada, expandindo a área dedicada à pesquisa e oferecendo um programa educativo robusto, com auditório e espaços para recepções.

A demanda por essa expansão não é recente. Segundo Rafael Barros, diretor do CNFCP, a necessidade de um novo espaço é uma reivindicação de mais de 20 anos. “A nossa reserva [técnica], hoje, possui mais de 20 mil objetos. É a maior reserva de cultura popular e, infelizmente, não tem as condições técnicas adequadas para guarda e conservação”, explicou Barros, sublinhando a urgência da intervenção. Com a obra, a expectativa é triplicar a área da reserva, permitindo não apenas a melhor conservação do acervo, mas também a ampliação de visitas e pesquisas.

Investimento e visão de futuro

O investimento previsto para a iniciativa está estimado entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões, e será viabilizado por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os recursos contemplarão não apenas a construção da nova unidade, mas também a reforma da sede e de outras unidades do CNFCP. A previsão é que a licitação para o projeto executivo seja concluída ainda este ano, marcando um passo concreto para a materialização desse sonho antigo.

Leandro Grass, presidente do Iphan, destacou a importância do projeto para a democratização do acesso ao patrimônio cultural. “Vamos expandir tanto o museu quanto a reserva técnica, colocar à disposição da população e dos pesquisadores, e dar amplitude ao que já é oferecido hoje”, prometeu Grass. A ideia de que o público possa visualizar o acervo através de paredes de vidro, como adiantou Rafael Barros, é um exemplo da visão de tornar o museu mais interativo e acessível, desmistificando o trabalho de conservação e pesquisa.

A cultura popular como alicerce da identidade

A relevância do Museu do Folclore Edison Carneiro transcende a mera exposição de objetos. Ele atua como um elo fundamental entre o público e suas origens, celebrando a diversidade e a riqueza das manifestações culturais que moldam a identidade brasileira. “A cultura popular é o fundamento da nossa identidade, é aquilo que nos constitui na singularidade e na diversidade e que conforma esse imenso país continental”, ressaltou Barros.

Essa perspectiva é corroborada por Fernanda Castro, presidenta do Ibram, que enfatizou a iniciativa como um passo crucial para valorizar um patrimônio que emana do povo e, portanto, deve orientar as políticas públicas. “O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular ter um espaço para reserva técnica significa preservar a memória de manifestações culturais que vêm do povo, e o que vem do povo deve orientar as políticas públicas”, afirmou Castro.

O CNFCP, que abriga o Museu do Folclore Edison Carneiro, foi fundado no final da década de 1950 e, hoje, está vinculado ao Iphan. A unidade atual, que funciona na antiga Casa da Guarda do Museu da República, conta com um acervo impressionante de 17 mil objetos e 200 mil documentos bibliográficos e audiovisuais, além de exposições, área de pesquisa e uma loja. A expansão não apenas resolverá problemas de espaço e conservação, mas também fortalecerá o papel do Rio de Janeiro como um polo irradiador da cultura brasileira.

O Portal Pai D’Égua continuará acompanhando os desdobramentos dessa importante iniciativa, que promete enriquecer o cenário cultural carioca e nacional. Fique conectado para mais informações relevantes e contextualizadas sobre cultura, patrimônio e tudo o que importa para você.

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