Inaugurado recinto para aclimatação de peixes-boi na costa do pará

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O primeiro recinto de aclimatação para peixes-boi da costa paraense foi inaugurado em Soure, na Ilha de Marajó. A iniciativa, liderada pelo Instituto Bicho D’água, revitalizou a antiga Fábrica de Gelo do rio Paracauary, adaptando-a para promover a readaptação dos animais ao seu habitat natural.

A estrutura, denominada Recinto Omar, integra o Projeto de Conservação de Peixes-boi do Estado do Pará, lançado em julho. O projeto é uma condicionante do licenciamento ambiental federal do Ibama, referente às atividades de pesquisas da TGS na Margem Equatorial brasileira.

O Recinto Omar ocupa uma área de 500 m2 e inclui ambulatório, áreas de higienização e nutrição, mirantes de observação, piscina, setor de aclimatação com capacidade para até oito peixes-boi, sala de monitoramento, oficina de telemetria, alojamentos para biólogos e veterinários, sala de estudos e auditório.

Renata Emin, bióloga e presidente do Instituto Bicho D’água, expressou sua satisfação com a inauguração, ressaltando o esforço coletivo para a conservação da fauna amazônica. Ela enfatizou que a conservação se concretiza quando instituições, ciência e comunidades colaboram.

Atualmente, mais de 70 peixes-boi estão em reabilitação no Pará, a maioria filhotes órfãos. A bióloga explicou que o novo espaço é crucial para a fase de aclimatação em ambiente natural antes da soltura definitiva. Representantes do Ibama, da TGS, do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Petronas e PRIO estiveram presentes no evento de inauguração.

João Correa, country manager da TGS no Brasil, destacou que o projeto visa mitigar os impactos sobre a espécie, gerar conhecimento técnico-científico, impulsionar a educação ambiental e capacitar profissionais e comunidades locais.

O projeto também incluirá ações de educação e sensibilização ambiental para as comunidades locais, com foco nas escolas da Ilha de Marajó. O objetivo é fortalecer a relação entre a população e a conservação da fauna aquática, incentivando o surgimento de defensores ambientais, segundo André Favaretto Barbosa, analista ambiental do Ibama.

Luiz Paulo Abarelli, diretor da Divisão Técnica do Ibama no Pará, ressaltou a adesão do projeto aos programas ambientais já existentes no estado. Ele destacou a união de diversos atores governamentais e da sociedade civil em busca da proteção e conservação da fauna e flora amazônicas, envolvendo as comunidades tradicionais.

Fonte: www.oliberal.com

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