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Palhaços voluntários transformam a rotina de hospitais em Belém com humor há 20 anos

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Há duas décadas, um projeto inovador tem mudado a rotina de pacientes internados em hospitais de Belém, utilizando o humor como uma ferramenta essencial para o cuidado à saúde mental. O Projeto Sorria reúne cerca de 50 voluntários que se dedicam a levar alegria e leveza não apenas aos pacientes, mas também a acompanhantes e profissionais de saúde, criando um ambiente mais acolhedor e humano.

O impacto do humor na saúde mental

Quando a porta do quarto se abre, a atmosfera muda instantaneamente. Os palhaços, com suas roupas coloridas e sorrisos contagiantes, entram fazendo barulho e brincando, transformando o ambiente hospitalar. O jaleco pode até confundir, mas a especialidade deles é, sem dúvida, fazer rir. Essa abordagem lúdica é essencial, pois, como afirma a aposentada Adna Alves de Souza, “anima, acho graça… faz bem”. O riso, em meio a um cenário muitas vezes marcado pela dor e pela incerteza, se torna uma forma de alívio e esperança.

Preparação e formação dos voluntários

Os voluntários do Projeto Sorria não apenas entram nos hospitais sem preparação. Todos os anos, eles passam por um rigoroso processo de formação que inclui técnicas de palhaçaria e noções de humanização hospitalar. Segundo Ricardo Tomaz, diretor artístico do projeto, “eles têm aula da arte do palhaço, de escuta, de presença”. Essa formação é fundamental para que os voluntários possam atuar de maneira sensível e eficaz, respeitando o contexto emocional de cada paciente.

Improvisação e interação

A improvisação é uma parte essencial das visitas. Os palhaços não apenas realizam roteiros ensaiados, mas também se adaptam ao ambiente e às reações dos pacientes. Em uma das apresentações, até mesmo a equipe de reportagem se viu envolvida na brincadeira, mostrando que o riso pode surgir de qualquer situação. Essa interação espontânea é uma das chaves para o sucesso do projeto, pois permite que cada visita seja única e memorável.

Reconhecimento por parte dos profissionais de saúde

O impacto positivo do Projeto Sorria vai além do entretenimento. Profissionais da saúde reconhecem que o humor pode ter efeitos diretos no bem-estar dos pacientes. Mauro Araújo, diretor da Unimed, destaca que “quando você afeta o humor do paciente, você interfere diretamente no bem-estar dele”. Essa conexão entre saúde mental e física é essencial, especialmente em ambientes hospitalares, onde a ansiedade e o estresse podem ser elevados.

Alcance e continuidade da iniciativa

O projeto não se limita apenas aos pacientes. A equipe também se dedica a atender acompanhantes e a equipe médica, criando um ambiente mais harmonioso para todos os envolvidos. Nelson Delgado, coordenador do projeto, afirma que “a gente atende o paciente, mas também quem está em volta: acompanhantes, equipe, todo mundo que está ali vivendo aquele ambiente todos os dias”. Essa abordagem holística é fundamental para a humanização do atendimento hospitalar.

Com uma atuação contínua ao longo do ano, o Projeto Sorria se consolidou como uma das principais iniciativas de humanização hospitalar em Belém. Ele demonstra que, mesmo em ambientes de dor e tratamento, ainda há espaço para o riso e a alegria. A presença dos palhaços voluntários não apenas ajuda a aliviar o sofrimento, mas também traz um novo significado à experiência hospitalar, mostrando que a saúde mental é tão importante quanto a saúde física.

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