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História de catadora paraense ganha livro e expõe desafios da reciclagem na Grande Belém

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Pará no WhatsApp Associação tira toneladas de lixo das ruas em Ananindeua Maria Trindade/Arquivo
Reprodução G1

No Dia Mundial da Reciclagem, celebrado neste domingo, 17 de maio, a inspiradora jornada de uma trabalhadora paraense ganha destaque nacional e regional. Maria Trindade de Araújo, de 53 anos, presidente da Associação Cidadania para Todos em Ananindeua, na Grande Belém, é uma das protagonistas do livro “Mulheres que Reciclam o Futuro”. Sua história, marcada por superação e dedicação, ilumina os desafios persistentes do setor de reciclagem na região e a importância vital da valorização dos catadores.

O reconhecimento do trabalho de Maria Trindade e de seus colegas é um chamado à reflexão sobre a coleta seletiva e a preservação ambiental. Enquanto a Grande Belém ainda carece de um sistema público de coleta seletiva porta a porta abrangente, a ação dos catadores se mostra fundamental, retirando toneladas de resíduos que, de outra forma, sobrecarregariam os aterros sanitários e impactariam o meio ambiente.

Uma vida dedicada à reciclagem e à superação

Nascida em Anajás, no Marajó, Maria Trindade deixou sua cidade natal ainda na infância em busca de melhores oportunidades de estudo em Belém. Contudo, a vida lhe impôs inúmeras dificuldades. Aos 32 anos, em um momento de vulnerabilidade após fugir da violência doméstica e buscando proteger seu filho, Maria encontrou na catação de materiais recicláveis uma forma de sustento e dignidade.

Sua trajetória profissional é intrinsecamente ligada à história da reciclagem na região. Maria passou mais de dez anos no antigo lixão do Aurá, um período que a marcou profundamente e a impulsionou a participar de mobilizações históricas em prol dos direitos dos catadores. Essa vivência forjou nela uma liderança natural e um compromisso inabalável com a causa, culminando na presidência da Associação Cidadania para Todos.

Os desafios da reciclagem na Grande Belém

Apesar do esforço incansável de Maria e de sua equipe, que coletam cerca de 100 toneladas de lixo reciclável por mês, o setor enfrenta grandes obstáculos. A ausência de uma coleta seletiva pública eficiente na maioria dos bairros da Grande Belém significa que a maior parte do trabalho de triagem e destinação depende quase que integralmente dos catadores de materiais recicláveis.

“Fazemos educação ambiental, porta a porta, e mesmo assim precisa o poder público reconhecer nosso trabalho. O desafio meu e das companheiras, que a maioria aqui são mulheres, é sermos reconhecidas e ter salário digno”, desabafou Maria Trindade em entrevista. A fala da presidente da associação ecoa a demanda por políticas públicas mais robustas que garantam não apenas o apoio logístico, mas também a valorização econômica e social desses trabalhadores essenciais.

Vozes que transformam: o livro “Mulheres que Reciclam o Futuro”

A história de Maria Trindade, com seus elementos de coragem, resiliência e luta, reflete a realidade de muitas outras catadoras pelo Brasil. É exatamente essa pluralidade de experiências que o livro “Mulheres que Reciclam o Futuro”, da escritora Viviane Mansi e realizado pela Rede Educare, busca apresentar. A obra dá voz e rosto a trabalhadoras de diferentes estados, tecendo um panorama da importância da mulher no trabalho de preservação ambiental e na construção de uma sociedade mais justa.

O lançamento do livro em Brasília e sua disponibilização online representam um marco na visibilidade dessas narratórias, que muitas vezes permanecem invisíveis para grande parte da população. Ao compartilhar essas vidas, o livro não apenas homenageia, mas também educa e inspira, mostrando o impacto direto do trabalho de reciclagem na sustentabilidade e no desenvolvimento social do país.

O apelo por uma reciclagem consciente e valorizada

Maria Trindade aproveita a oportunidade para reforçar um apelo fundamental à sociedade: a necessidade de separar o lixo corretamente e destinar os materiais recicláveis para cooperativas e associações de catadores. Essa atitude simples, mas poderosa, fecha um ciclo virtuoso que beneficia a todos.

“Que toda a sociedade cuide do seu resíduo, separando o material reciclável e dando o destino correto para a associação e cooperativa de catadores, onde nós destinamos corretamente para as indústrias para voltar a ser reutilizado. A natureza agradece. Quem produz o lixo somos nós, então a gente tem que ter o cuidado de fazer essa destinação correta”, enfatiza Maria. A correta separação dos resíduos não só facilita o trabalho dos catadores, como também garante que mais materiais sejam reintroduzidos na cadeia produtiva, reduzindo a extração de recursos naturais e a poluição. Para saber mais sobre como contribuir com a reciclagem e o meio ambiente, clique aqui.

A luta por reconhecimento e condições dignas para os catadores de materiais recicláveis é uma pauta contínua no Brasil. O Dia Mundial da Reciclagem serve como um lembrete da urgência em fortalecer políticas públicas que apoiem esses profissionais e promovam uma gestão de resíduos mais eficiente e inclusiva. A história de Maria Trindade é um testemunho da força e da resiliência de quem, diariamente, constrói um futuro mais sustentável para todos.

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