Golpe do falso boleto: empresário de belém preso por fraude eletrônica

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Um homem foi preso em Belém, Pará, durante a operação “Último Boleto”, deflagrada pela Polícia Civil para apurar um esquema de fraudes eletrônicas que vitimou uma empresa de serviços póstumos em Rio Verde, Goiás. A investigação teve início em junho de 2023, após a detecção de boletos bancários adulterados que foram enviados aos setores financeiros da empresa, resultando em sete pagamentos indevidos e um prejuízo total de R$54 mil.

As investigações da Divisão de Combate a Crimes Econômicos e Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos (DCCCEP) revelaram que os criminosos podem ter acessado de forma não autorizada os e-mails corporativos da empresa, alterando as informações dos beneficiários nos boletos. A análise técnica indicou a possibilidade de uma invasão cibernética por meio de um programa de acesso remoto, permitindo o redirecionamento das comunicações para um e-mail usado como ponto de contato pelos golpistas.

Através do levantamento de dados telemáticos e cruzamento de informações, a PC identificou três suspeitos com ligação direta aos acessos e movimentações relacionadas ao e-mail fraudulento. Um dos suspeitos é um empresário do ramo de informática de Belém, e os outros dois indivíduos também estão ligados ao caso.

No cumprimento dos mandados judiciais expedidos pela Justiça de Goiás nas residências dos alvos e na sede de uma pessoa jurídica, foram apreendidos diversos objetos considerados relevantes para a investigação. Entre eles, telefones celulares, equipamentos de informática, £500 em espécie, cartões bancários e um veículo de luxo. A apuração também indicou que o indivíduo preso realizou movimentações financeiras atípicas durante o período do crime, que destoam de seu padrão histórico de operações.

Os envolvidos podem ser responsabilizados por furto qualificado mediante fraude, invasão de dispositivo informático e uso de documento falso. As evidências coletadas sugerem a atuação de um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas, com base operacional no Pará, dedicado à prática de crimes patrimoniais através da adulteração de boletos e manipulação de sistemas corporativos. A polícia continua investigando para determinar o nível de envolvimento de cada um dos suspeitos e a extensão total da fraude. Os equipamentos de informática apreendidos, como computadores e notebooks, serão periciados em busca de mais evidências, como arquivos JPG ou programas utilizados para a adulteração dos boletos e invasão do sistema da empresa. A análise dos PCs apreendidos será crucial para entender o modus operandi do grupo e identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

Fonte: www.oliberal.com

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