Fortalecimento da gestão nas unidades de conservação
O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio) promoveu, em São Geraldo do Araguaia, a 1ª Reunião Ordinária Unificada de 2026. O encontro reuniu conselheiros, representantes de instituições públicas, sociedade civil e lideranças locais para alinhar as diretrizes estratégicas do Parque Estadual Serra dos Martírios/Andorinhas e da Área de Proteção Ambiental (APA) Araguaia. A iniciativa reforça o compromisso com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável na região.
Durante o evento, realizado na última sexta-feira (8), foi realizada a prestação de contas das atividades conduzidas pela Gerência da Região Administrativa do Araguaia (GRA) ao longo de 2025. A apresentação incluiu relatórios detalhados e registros visuais das ações executadas, permitindo que os conselheiros avaliassem o impacto das políticas públicas implementadas nas áreas protegidas.
Manejo do fogo e segurança nas unidades
Um dos pontos centrais do debate foi o Plano de Manejo Integrado do Fogo. Atualmente em fase final de elaboração, o documento é visto como uma ferramenta técnica essencial para prevenir incêndios florestais e garantir o controle sustentável do fogo em ecossistemas sensíveis. A medida é fundamental para a proteção da biodiversidade local e para a segurança das comunidades que vivem no entorno dessas unidades.
Além disso, o conselho discutiu as Instruções Normativas (IN) que regulamentam a atuação de condutores e o uso de atrativos turísticos. Essas normas, já em vigor, visam organizar o fluxo de visitantes, elevar a segurança dos passeios e promover a valorização econômica das comunidades que dependem do ecoturismo. O ordenamento busca equilibrar o uso público com a preservação dos recursos naturais.
Eixos estratégicos e participação social
A gestão da GRA estruturou suas ações em 13 eixos norteadores, que abrangem desde a educação ambiental e a pesquisa até a infraestrutura e a fiscalização. Essa abordagem multidisciplinar visa garantir que a conservação não seja apenas uma restrição, mas um vetor de desenvolvimento regional. A transparência na apresentação desses eixos permitiu que os participantes contribuíssem com sugestões e questionamentos, reforçando o caráter democrático da gestão.
A gerente da GRA, Laís Mercedes, ressaltou que a integração entre instituições e sociedade civil é o caminho para uma administração eficiente. Segundo a gestora, o diálogo constante é o que permite avançar em pautas complexas, como o manejo do fogo e o ordenamento turístico, garantindo que o patrimônio ambiental do Pará seja preservado para as futuras gerações.
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