O governo federal oficializou, nesta terça-feira (2), o marco legal que estabelece as diretrizes para a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil. A sanção da Lei nº 15.421/2026, publicada no Diário Oficial da União, consolida os compromissos assumidos pelo país junto à Federação Internacional de Futebol (Fifa) e define as regras operacionais para o evento, que ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho do próximo ano.
Além de organizar a logística e a segurança do torneio, a legislação traz um componente de reparação histórica. O texto prevê o pagamento de uma premiação de R$ 500 mil para cada atleta que integrou as seleções brasileiras nos anos de 1988 e 1991. Essas jogadoras foram as responsáveis por desbravar o cenário esportivo em uma época em que a modalidade enfrentava severas restrições e falta de incentivo no país.
Estrutura e impacto do torneio no país
O Brasil foi escolhido como sede da décima edição da Copa do Mundo Feminina em maio de 2024, superando candidaturas europeias. O torneio será distribuído em oito cidades-sede: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A estimativa das autoridades é receber um público superior a 3 milhões de torcedores durante o mês de competição.
Para garantir a fluidez do evento, a lei abrange tópicos como a concessão simplificada de vistos para estrangeiros, normas de voluntariado e a coordenação entre as esferas federal, estadual e municipal. O texto também autoriza a comercialização de bebidas alcoólicas nos estádios e locais oficiais, seguindo os protocolos sanitários vigentes. Em dias de jogos da seleção brasileira, o governo federal poderá decretar feriado nacional, prerrogativa que também se estende aos estados e municípios nas datas em que sediarem partidas.
Compromisso com a equidade e o legado
Para além das questões técnicas, a nova legislação impõe diretrizes voltadas ao fortalecimento da participação feminina no futebol. O marco legal foca no combate à discriminação, na promoção da igualdade de oportunidades e no enfrentamento à violência contra a mulher. O ajuste no calendário escolar também foi previsto, garantindo que as férias do primeiro semestre coincidam com o período do torneio, facilitando a participação de estudantes e famílias.
O reconhecimento às pioneiras de 1988 e 1991 é visto como um passo fundamental para valorizar a trajetória das atletas que, mesmo sem o suporte atual, elevaram o nome do Brasil internacionalmente. Em caso de falecimento das homenageadas, o valor da premiação será destinado aos sucessores legais, assegurando que o legado dessas desportistas seja devidamente honrado.
Brasil em busca do título inédito
Historicamente, o Brasil é uma potência no futebol feminino, tendo revelado nomes como Marta, maior artilheira da história das Copas, e Formiga, recordista de participações em mundiais. Apesar do talento reconhecido globalmente, a seleção ainda busca o seu primeiro título mundial. O melhor desempenho brasileiro ocorreu em 2007, na China, quando a equipe conquistou o vice-campeonato.
Com a vantagem de jogar em casa e o apoio da torcida, o Brasil se prepara para um dos maiores desafios de sua história esportiva. A expectativa é que a Copa de 2027 não apenas impulsione a economia e o turismo nas cidades-sede, mas também deixe um legado duradouro de infraestrutura e visibilidade para o futebol feminino nacional. Para acompanhar os desdobramentos desta preparação e outras notícias relevantes, continue conectado ao Portal Pai D’Égua, seu compromisso diário com a informação de qualidade.
As informações apresentadas nesta matéria são baseadas em dados divulgados por autoridades competentes. O caso pode receber atualizações conforme o avanço das investigações.