Crise na mobilidade urbana de Belém
A capital paraense enfrenta um cenário crítico na gestão de sua rede semafórica. Desde o início de 2026, a Secretaria de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel) registrou mais de 600 ocorrências de panes em semáforos espalhados por diversos pontos de Belém. O problema, que compromete a fluidez do trânsito e coloca em risco a segurança de pedestres e motoristas, tem como causas principais a combinação de furtos de cabos, atos de vandalismo e instabilidades no fornecimento de energia elétrica.
O impacto dessas interrupções é sentido de forma mais aguda em vias de grande circulação. Cruzamentos estratégicos, como os localizados nas avenidas Almirante Barroso, Júlio César, Pedro Álvares Cabral, Duque de Caxias, Nazaré e Pedro Miranda, têm sido frequentemente afetados, exigindo intervenções constantes das equipes de manutenção do município.
Desafios operacionais e prejuízos financeiros
Segundo Hélder Barbosa, supervisor operacional da Segbel, o volume de trabalho das equipes é intenso. O órgão contabiliza centenas de acionamentos que variam desde manutenções preventivas de rotina até a necessidade emergencial de religação e reprogramação de controladores após apagões. A recorrência desses eventos sobrecarrega o sistema de mobilidade urbana da cidade.
O custo dessa instabilidade é elevado para os cofres públicos. Dados da prefeitura indicam que, em 2025, houve um aumento de 159% nos gastos com a reposição de cabos e controladores da rede semafórica, gerando um prejuízo superior a R$ 67 mil. Esse montante, que poderia ser investido em melhorias na infraestrutura viária, acaba sendo drenado para o reparo de danos causados pela criminalidade.
Operações de segurança e combate à receptação
Para enfrentar o problema, a prefeitura intensificou a atuação integrada entre a Segbel e a Guarda Municipal de Belém. O patrulhamento foi reforçado em áreas consideradas críticas, resultando na prisão em flagrante de 42 suspeitos de furto de cabos apenas neste ano. Os detidos foram encaminhados à Polícia Civil para os procedimentos legais cabíveis.
A estratégia das autoridades não se limita apenas à prisão dos executores dos furtos. A ofensiva inclui ações de investigação voltadas à identificação de receptadores e de estabelecimentos comerciais que adquirem materiais metálicos de origem ilícita. O secretário da Segbel, Luciano de Oliveira, reforça que o combate ao crime depende também da conscientização social: “Quem compra ou furta cabo comete um crime que prejudica diretamente o tempo e a segurança de milhares de motoristas e pedestres”.
Como a população pode colaborar
A participação da sociedade é considerada um pilar fundamental para reduzir os danos à infraestrutura pública. A prefeitura orienta que qualquer atitude suspeita, tentativa de vandalismo ou furto em curso na rede semafórica e de iluminação pública deve ser denunciada imediatamente através do número 153, da Guarda Municipal de Belém.
O Portal Pai D’Égua segue acompanhando os desdobramentos desta situação e os investimentos da prefeitura na modernização da rede semafórica. Para se manter sempre bem informado sobre as notícias que impactam o dia a dia da capital e do estado, continue acompanhando nossas atualizações diárias e conteúdos exclusivos.