🎵 Rádio LiberalFM ao Vivo

Exposição inclusiva em Santarém emociona público cego e com baixa visão com arte tátil e audiodescrição

Facebook
X
WhatsApp
Telegram
tante exemplo de acessibilidade cultural na região oeste do Pará. Nesta sexta-fe
Reprodução G1

Santarém, no oeste do Pará, é palco de uma iniciativa cultural que tem emocionado e transformado a experiência de visitantes com deficiência visual. A exposição inclusiva “Anãma Tapajós: Histórias e Memórias Impressas no Barro”, aberta à visitação no Centro Cultural João Fona, na orla da cidade, destaca-se como um modelo de acessibilidade e conexão com a arte. A mostra, que segue disponível até o próximo dia 22 de maio, oferece uma imersão sensorial profunda nas narrativas amazônicas, permitindo que o público explore o universo artístico por meio do tato e da audição.

Em uma sexta-feira recente, dia 15 de maio, cerca de 20 pessoas cegas e com baixa visão, membros da Associação Santarena para Inclusão de Pessoas Cegas e com Baixa Visão (ASSIC), participaram de uma visita guiada especial. Para muitos, foi a primeira vez que tiveram a oportunidade de interagir com uma exposição adaptada às suas necessidades, marcando um momento de autonomia e inclusão cultural.

Uma experiência sensorial transformadora na exposição inclusiva

A visita sensorial à “Anãma Tapajós” foi cuidadosamente planejada para garantir a plena participação de todos. Os visitantes puderam explorar nove peças em alto-relevo, acompanhadas de recursos de audiodescrição que detalhavam cada obra. Essa combinação de estímulos táteis e auditivos permitiu uma compreensão aprofundada e uma conexão emocional com a arte, algo muitas vezes inacessível em exposições tradicionais.

O artista visual Vítor Matos, idealizador das obras, enfatizou que o projeto nasceu da percepção da necessidade de democratizar o acesso à arte. “A arte tem que ser acessível e inclusiva”, destacou Matos, ressaltando o compromisso de sua criação com a diversidade do público. A iniciativa não apenas abre portas para pessoas com deficiência visual, mas também serve como um lembrete da importância de pensar a arte para todos.

“Anãma Tapajós”: arte, ancestralidade e acesso

O nome da exposição, “Anãma Tapajós”, carrega um significado profundo. No idioma tupi-guarani, “anãma” remete a conceitos como família, povo e ancestralidade, pilares que permeiam toda a proposta artística da mostra. As 95 peças expostas, que incluem remos em madeira, pinturas, tecidos e esculturas em barro, convidam o público a uma jornada pelas memórias, territórios e raízes ancestrais da Amazônia.

A realização da exposição foi possível graças a recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) de Incentivo à Cultura, um importante mecanismo de fomento cultural no Brasil. A iniciativa contou com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult) e da Secretaria Municipal de Cultura de Santarém, demonstrando um esforço conjunto para promover a cultura e a acessibilidade na região. Para mais informações sobre a PNAB, clique aqui.

O impacto da audiodescrição e o clamor por mais acessibilidade

A consultora em audiodescrição Andréa Simone Colares sublinhou a amplitude do recurso, que vai além da inclusão de pessoas cegas, beneficiando também indivíduos com baixa visão, autistas, disléxicos e analfabetos. Para Colares, a experiência na exposição foi transformadora até mesmo em sua atuação profissional. “Quando ouvi a audiodescrição ao mesmo tempo em que tocava as peças, consegui compreender melhor cada detalhe. Antes, eu conhecia esse recurso apenas na teoria, mas agora tive a oportunidade de vivenciá-lo na prática”, explicou.

O presidente da ASSIC, professor Jeter Rezende, reforçou a importância de iniciativas como a “Anãma Tapajós” para a democratização do acesso à cultura. Ele destacou que, além de encorajar a presença de pessoas cegas em espaços culturais, a exposição serve como um chamado para a implementação de práticas permanentes de acessibilidade. “Precisamos de pessoas apaixonadas pela acessibilidade e pela promoção de autonomia e cidadania às pessoas com deficiência”, declarou Rezende, enfatizando a necessidade de um compromisso contínuo com a inclusão.

Emoção e novas perspectivas para os visitantes

Os depoimentos dos visitantes revelam o profundo impacto da exposição. Viviane Miranda, auxiliar de serviços gerais de 47 anos, compartilhou a emoção de retornar ao museu após décadas e poder, pela primeira vez, tocar as peças. “Quando vim aqui pela primeira vez, eu era muito nova e não tive essa oportunidade. Hoje, poder sentir as obras com as mãos é algo muito gratificante”, afirmou, evidenciando a diferença que a acessibilidade faz.

Sabrina Kelly dos Santos, que participou pela primeira vez de uma exposição com audiodescrição, expressou sua esperança de que a iniciativa inspire outros criadores. “É um passo muito importante. Espero que essa experiência inspire outros artistas a produzirem materiais acessíveis”, disse Sabrina, apontando para o potencial multiplicador do projeto. A “Anãma Tapajós” pode ser visitada gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, no Centro Cultural João Fona. Grupos escolares interessados podem agendar visitas guiadas pelo e-mail centroculturaljoaofona.semc@gmail.com.

O Portal Pai D’Égua segue acompanhando de perto as iniciativas que promovem a cultura e a inclusão em nossa região e em todo o Brasil. Continue conosco para se manter informado sobre as notícias mais relevantes, atuais e contextualizadas, com a credibilidade e a variedade de temas que você já conhece.

ANÚNCIOS

Kit 4 Segurança Com Monitor Gravador Nvr 360° WIFI Inteligente à Prova D'Água

Kit 4 Segurança Com Monitor Gravador Nvr 360° WIFI Inteligente à Prova D'Água

Disponível na Shopee

⭐⭐⭐⭐ (4.7)
Ver Oferta

// bombando!

Camera Segurança Externa Lente Dupla 4k Sirene Policial Segurança Residencial

Camera Segurança Externa Lente Dupla 4k Sirene Policial Segurança Residencial

Disponível na Shopee

⭐⭐⭐⭐ (4.8)
Ver Oferta

// Veja também