A exposição itinerante Casa de Várzea, da fotógrafa santarena Bárbara Vale, está em cartaz em Belém (PA) até o próximo sábado, dia 4. A mostra, que pode ser visitada gratuitamente no espaço Tuy Cultural, localizado na Rua Tamaios, no bairro Batista Campos, traz uma reflexão poética sobre a arquitetura ribeirinha e os modos de vida nas margens dos rios de Santarém, no oeste do Pará.
Uma visão sensível da vida ribeirinha
O trabalho de Bárbara Vale se destaca pela sensibilidade e pela profundidade com que captura a essência das casas de palafitas e a identidade das famílias ribeirinhas. A exposição reúne 16 fotografias que não apenas documentam, mas também celebram a relação íntima entre o território, a moradia e o cotidiano dos habitantes locais. Cada imagem é um testemunho visual que valoriza saberes tradicionais e formas de habitar, ressaltando a singularidade da cultura amazônica.
Memórias Flutuantes: uma instalação imersiva
O projeto Casa de Várzea nasceu em Alter do Chão, onde a artista desenvolveu uma experiência imersiva chamada Memórias Flutuantes. Essa instalação foi projetada para ser acessível, permitindo que o público interaja com a obra de maneira significativa. A proposta é que os visitantes não apenas vejam as fotografias, mas que também sintam a conexão com os espaços suspensos das casas de várzea, compreendendo essa arquitetura como uma expressão cultural de pertencimento e convivência harmônica com a natureza.
Impacto cultural e social da exposição
Contemplado pela Lei Aldir Blanc, o projeto foi desenvolvido a partir de pesquisas visuais e viagens de Bárbara Vale por comunidades ribeirinhas desde 2021. A fotógrafa enfatiza que a exposição vai além do registro documental; seu objetivo é proporcionar orgulho aos moradores dessas casas, mostrando a beleza e a importância de seu modo de vida. “A ideia da exposição é trazer um pouco da minha visão sobre esse tipo de moradia tão comum na Amazônia”, afirma Vale.
Acessibilidade e inclusão na arte
Um dos aspectos mais importantes da Casa de Várzea é seu compromisso com a acessibilidade. O conteúdo das imagens foi pensado para garantir que diferentes públicos possam vivenciar a experiência da exposição. Isso reflete um esforço para tornar a arte mais inclusiva, permitindo que todos, independentemente de suas condições, possam apreciar e se conectar com a cultura ribeirinha.
A exposição Casa de Várzea é uma oportunidade única para os moradores de Belém e visitantes conhecerem mais sobre a rica cultura amazônica e a vida nas margens dos rios. A mostra não apenas enriquece o cenário cultural da cidade, mas também promove um diálogo essencial sobre identidade, pertencimento e a relação do ser humano com a natureza.
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Fonte: g1.globo.com