Estabilidade nas previsões de inflação e PIB marca cenário econômico de 2026​‌​

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Destaques:

  • Previsões de inflação e PIB de 2026 permanecem estáveis
  • PIB cresceu 3,4% em 2024, maior alta desde 2021
  • Expectativa de corte na taxa Selic em março

As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos do Brasil em 2026, como a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB), mantiveram-se estáveis, conforme divulgado na edição mais recente do Boletim Focus, publicado pelo Banco Central nesta segunda-feira (2). Este boletim é uma pesquisa semanal que reúne expectativas de diversas instituições financeiras sobre a economia brasileira.

Para 2026, a expectativa de crescimento do PIB brasileiro permanece em 1,82%, enquanto para 2027, a projeção é de 1,8%. Nos anos seguintes, 2028 e 2029, o mercado prevê uma expansão de 2% ao ano. Esses números refletem uma visão de estabilidade econômica, mesmo diante de um cenário global incerto.

O desempenho econômico do Brasil em 2025, impulsionado principalmente pelos setores industrial e agropecuário, registrou um crescimento de 0,1% no terceiro trimestre, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado é considerado estável, e a divulgação do PIB consolidado de 2025 está prevista para esta terça-feira (3).

Em 2024, o PIB brasileiro teve um crescimento significativo de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão econômica. Este foi o maior crescimento desde 2021, quando o PIB aumentou 4,8%, demonstrando uma recuperação consistente da economia nacional.

Inflação sob controle

Após sete semanas consecutivas de queda, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, permaneceu em 3,91% para 2026. Para 2027, a expectativa é de uma leve redução para 3,79%, e para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% ao ano.

Essas estimativas estão dentro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Em janeiro de 2026, a inflação oficial fechou em 0,33%, influenciada por aumentos nos preços da energia elétrica e dos combustíveis.

Perspectivas para a taxa de juros

O Banco Central mantém a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006. Apesar da estabilidade na inflação e no câmbio, o Comitê de Política Monetária (Copom) não alterou a taxa na última reunião de janeiro. No entanto, há expectativa de que a Selic comece a ser reduzida na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle.

As previsões do mercado para a Selic foram ajustadas para baixo no Boletim Focus, de 12,13% para 12% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a expectativa é de que a taxa seja reduzida para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente, chegando a 9,5% ao ano em 2029.

O ajuste na Selic visa controlar a demanda aquecida, impactando diretamente nos preços e no crédito. Juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança, enquanto taxas mais baixas tendem a baratear o crédito, estimulando o consumo e a produção.

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