Após a comoção causada pelo caso de estupro de uma jovem de 17 anos em um apartamento em Copabacana, zona sul do Rio de Janeiro, novas denúncias surgiram envolvendo o mesmo grupo. Mais duas possíveis vítimas procuraram a Polícia para relatar casos de violência. Ambas são alunas do Colégio Federal Pedro Segundo, onde estudam dois dos acusados.
Uma das vítimas, atualmente com 17 anos, contou que o abuso teria ocorrido quando ela tinha apenas 14 anos. A Polícia Civil está investigando os novos relatos e já ouviu o depoimento de uma das jovens, que descreveu ameaças de vazamento de imagens do estupro, que ocorreu em 2023, caso ela revelasse o que aconteceu. Por medo, ela permaneceu em silêncio até agora.
O episódio teria ocorrido no apartamento da família de Matheus Veríssimo Zoel Martins, um dos acusados que se entregou à Polícia recentemente. O delegado Ângelo Lages, responsável pelo caso, destacou a semelhança no modus operandi entre os relatos das vítimas, tanto no caso atual quanto no estupro coletivo anterior registrado em janeiro.
Novos desdobramentos e descobertas
Uma terceira vítima veio à tona nesta terça-feira, após a mãe relatar à Polícia que Vitor Hugo Oliveira Simonin, outro membro do grupo, teria estuprado sua filha durante uma festa junina em outubro do ano passado. O delegado reforça o pedido para que outras possíveis vítimas se manifestem e denunciem os crimes.
É previsto que os dois acusados ainda foragidos se apresentem às autoridades em breve. Matheus Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos com 19 anos, se entregaram ontem. Já Vitor Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti continuam foragidos e agora são considerados réus. O adolescente infrator, responsável por atrair uma das vítimas conhecidas do Pedro Segundo para a emboscada, ainda não teve mandado de apreensão emitido.
Diante dos recentes acontecimentos, é fundamental que a sociedade esteja atenta e que as vítimas se sintam encorajadas a buscar ajuda e denunciar eventuais abusos. O desfecho desse caso chocante está em constante evolução, e a justiça deve ser feita para que situações como essa não se repitam.