Belém se prepara para o Dia D de Combate à Dengue, Zika e Chikungunya neste sábado, com uma programação abrangente organizada pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). O foco principal é a conscientização e prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
A iniciativa contará com equipes da secretaria distribuídas em pontos estratégicos da cidade, promovendo atividades educativas e fornecendo material informativo. O objetivo é orientar a população sobre medidas preventivas simples e eficazes. Um dos destaques da ação será a vacinação no Boulevard da Gastronomia, em frente à Estação das Docas, das 8h às 12h.
A capital paraense registrou uma redução significativa nos casos de dengue, com uma queda de 59% nos últimos dois anos. Em 2024, foram notificados 2.077 casos, enquanto em 2025, até setembro, esse número diminuiu para 792. Esse resultado é atribuído à implementação de medidas estratégicas pela Sesma, baseadas em inteligência geoespacial, capacitação técnica e a instalação de mais de 4.500 Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) por toda a cidade.
As EDLs, também conhecidas como armadilhas para mosquitos, representam uma abordagem inovadora. Validada pela Fiocruz-AM, essa tecnologia permite que o próprio mosquito transporte o larvicida para outros criadouros, interrompendo o ciclo reprodutivo e reduzindo a presença do vetor em áreas críticas. A estratégia é tática e baseada em evidências, contribuindo para um combate mais eficaz ao mosquito da dengue.
O mapeamento de áreas de maior vulnerabilidade, com base em dados epidemiológicos de anos anteriores, foi fundamental para direcionar as ações de 2025, priorizando bairros críticos e locais estratégicos.
Durante a Conferência do Clima da ONU (COP 30), a Prefeitura de Belém, em parceria com o Ministério da Saúde e a Universidade Federal do Pará (UFPA), realizará a proteção sanitária do PARQUE DA CIDADE, instalando 119 Estações Disseminadoras de Larvicidas.
Essa ação estratégica, já iniciada pelas equipes da Sesma, visa o controle das arboviroses na capital da Amazônia. Uma força-tarefa composta por mais de 20 Agentes de Combate a Endemias (ACEs) mapeou e distribuiu os equipamentos no PARQUE DA CIDADE.
Segundo Moisés Batista da Silva, professor e pesquisador do ICB/UFPA, a instalação das armadilhas no PARQUE DA CIDADE garantirá um ambiente mais seguro para visitantes e para a população de Belém durante a COP.
A combinação de tecnologia, planejamento e ação territorial consolidou o “Modelo Belém de enfrentamento ao Aedes aegypti”, reconhecido como referência nacional. Esse modelo unifica inovação, eficiência e economia de recursos públicos, impactando positivamente o SUS ao liberar leitos e equipes para outras demandas da população.
O modelo, desenvolvido em parceria com a UFPA, se baseia na vigilância de precisão, utilizando dados em tempo real, atuação territorial e monitoramento contínuo de focos. Essa combinação tem transformado a forma como Belém enfrenta as arboviroses, como dengue, zika e chikungunya.
Fonte: www.oliberal.com