A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS) foi encerrada após sete meses de atividades, sem a apresentação de um relatório final. O parecer do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) foi rejeitado pela maioria dos membros, resultando em um placar de 19 a 12.
Após a apuração do resultado, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu encerrar os trabalhos sem a votação de um relatório alternativo produzido pela base governista.
Contexto da CPMI
A CPMI foi criada para investigar denúncias de irregularidades nos benefícios do INSS, especialmente em relação a descontos indevidos. Durante suas atividades, a comissão acumulou mais de 4 mil páginas de documentos, que incluíam pedidos de indiciamento de 216 pessoas, entre elas figuras proeminentes como ex-ministros e parlamentares.
Relatório Rejeitado e Alternativo
O relatório original, que pedia o indiciamento de 216 indivíduos, foi rejeitado, enquanto um relatório alternativo proposto pela base do governo solicitava o indiciamento de 201 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Continuidade da Investigação
Apesar do encerramento da CPMI, Carlos Viana anunciou que as investigações continuarão. Cópias do relatório rejeitado serão encaminhadas a diversas instituições, como o Ministério Público Federal (MPF) e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Implicações Futuras
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que o documento da base governista será levado à Polícia Federal, o que pode indicar desdobramentos futuros nas investigações.
A CPMI, que começou seus trabalhos em agosto de 2025, também apurou as ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados. A comissão enfrentou críticas, incluindo acusações de vazamento de informações pessoais de envolvidos.
* Com informações da Agência Senado