Mudança no Comando: Corinthians Demite Lucas Piccinato do Futebol Feminino Após Curta Passagem

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© Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados
© Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados

O cenário do futebol feminino brasileiro amanheceu neste sábado (21) com uma notícia que reverberou com intensidade nos corredores do Parque São Jorge: Lucas Piccinato não é mais o técnico da equipe feminina do Corinthians. A decisão, anunciada pela assessoria de imprensa do Timão nas primeiras horas do dia, pegou muitos de surpresa, vindo apenas algumas horas após o empate em 2 a 2 com o Fluminense, em plena Neo Química Arena, pela segunda rodada da Série A1 do Campeonato Brasileiro.

A saída do treinador, que também se estendeu a parte de sua comissão técnica – incluindo o auxiliar Brenno Basso, o preparador de goleiras Francisco Rodrigues e o preparador físico Luiz Guilherme Gonçalves –, sublinha a busca incessante do Corinthians por excelência e resultados, mesmo que isso signifique decisões rápidas e impactantes. A pressão em comandar as “Brabas do Timão”, uma das equipes mais vitoriosas e dominantes do cenário nacional e sul-americano, é notória e parece ter sido um fator determinante.

A Chegada com Altas Expectativas e a Sombra de um Legado

Lucas Piccinato assumiu o comando técnico do Corinthians em dezembro de 2023, herdando a difícil missão de substituir Arthur Elias, o lendário treinador que construiu a hegemonia corintiana e que partiu para assumir a seleção brasileira feminina. A barra deixada por Elias era altíssima: múltiplos títulos do Campeonato Brasileiro, da Copa Libertadores Feminina e da Supercopa Feminina, transformando o Corinthians em uma verdadeira máquina de conquistas.

Em sua breve, mas intensa, passagem pelo clube alvinegro, Piccinato teve a responsabilidade de dar continuidade a um projeto vencedor. Sob seu comando, as Brabas conquistaram a Supercopa do Brasil Feminina de 2024, um título que, em qualquer outro clube, seria celebrado como um grande feito, mas que no Corinthians, dada a cultura de vitórias consecutivas, era visto quase como uma obrigação. A expectativa era de manter o time no topo em todas as competições, algo que se provou um desafio complexo frente ao crescimento do futebol feminino no país.

O Empate que Selou o Destino e a Repercussão Imediata

O empate em 2 a 2 contra o Fluminense, no coração da casa corintiana, parece ter sido o ponto final para a trajetória de Piccinato. Embora o Campeonato Brasileiro esteja apenas em suas rodadas iniciais, resultados considerados “abaixo do esperado” para um gigante como o Corinthians podem ter um peso desproporcional. A partida, que viu o Corinthians sair na frente, ceder o empate e buscar a igualdade novamente, deixou um gosto amargo para a torcida e, aparentemente, para a diretoria.

Nas redes sociais, a insatisfação de parte da torcida já era palpável antes mesmo do anúncio oficial. A cultura de exigência no Corinthians é tamanha que até mesmo a instabilidade em um início de temporada pode gerar uma crise. A rapidez do anúncio da demissão, poucas horas após o apito final, sugere que a decisão não foi tomada de improviso, mas sim parte de uma análise mais ampla sobre o desempenho e o ambiente da equipe, com o empate servindo como catalisador.

O Cenário do Futebol Feminino e os Desafios de Manter a Hegemonia

A demissão de Piccinato também reflete um momento de maior profissionalização e competitividade no futebol feminino brasileiro. Clubes como Flamengo, Palmeiras, São Paulo e Ferroviária têm investido pesado, diminuindo a distância para o Corinthians. Manter-se no topo exige não apenas grandes elencos, mas também uma gestão esportiva impecável e uma capacidade constante de se reinventar.

Para o Corinthians, a busca agora é por um nome que não apenas se encaixe na filosofia do clube, mas que também consiga lidar com a pressão inerente à posição e que tenha a expertise para continuar empilhando taças. A escolha do próximo treinador será crucial para definir os rumos das Brabas nesta temporada, que já se mostra desafiadora. O clube deve buscar um perfil que consiga extrair o máximo do elenco e manter a identidade de jogo aguerrida e dominante que tanto caracteriza a equipe feminina.

Este episódio serve como um lembrete contundente de que, no futebol de alta performance, especialmente em equipes com histórico de vitórias como o Corinthians feminino, a régua de exigência está sempre no mais alto nível. Qualquer oscilação, por menor que seja, pode desencadear mudanças drásticas em busca da manutenção da hegemonia.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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