Conflito no Oriente Médio não afetará corte de juros no Brasil, diz Haddad​‌​

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Destaques:

  • Haddad afirma que conflito no Oriente Médio não impactará corte de juros no Brasil
  • Taxa Selic deve começar a ser reduzida em março, segundo o Copom
  • Brasil possui autonomia econômica para enfrentar crises internacionais

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, assegurou que a recente escalada de tensões no Oriente Médio não deverá interferir na esperada redução da taxa de juros no Brasil. O anúncio foi feito nesta terça-feira (3), em meio a preocupações sobre os impactos econômicos globais decorrentes do conflito. Atualmente, a taxa Selic está fixada em 15% ao ano, e a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicie um ciclo de cortes na próxima reunião, agendada para os dias 17 e 18 de março.

Durante uma entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Haddad destacou que, embora os conflitos armados possam afetar variáveis econômicas, o Brasil está bem posicionado para se proteger de choques externos. “O Brasil não depende de petróleo, somos um dos maiores produtores do mundo, graças ao pré-sal. Temos reservas cambiais e energia limpa”, afirmou o ministro, ressaltando a autonomia do país frente a crises internacionais.

Impactos Econômicos e Expectativas

A taxa Selic, utilizada como ferramenta para controlar a inflação, está no maior nível desde 2006. Apesar do recuo da inflação e da estabilidade do dólar, o Copom manteve os juros inalterados nas últimas cinco reuniões. No entanto, em sua última ata, o comitê indicou que pretende iniciar a redução dos juros em março, contanto que a inflação permaneça sob controle e o cenário econômico não apresente surpresas.

O conflito no Oriente Médio, iniciado após ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, o Irã atacou bases dos EUA e Israel na região, aumentando as tensões geopolíticas. O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, uma rota crucial para o transporte mundial de petróleo, intensificou as preocupações sobre o impacto nos mercados globais de energia.

Repercussões Geopolíticas

Especialistas avaliam que os recentes ataques visam não apenas a troca de regime em Teerã, mas também conter a expansão econômica da China, vista como uma ameaça por Washington. A China, principal compradora de petróleo iraniano, mantém uma parceria estratégica com o país persa. O governo chinês expressou preocupação com os ataques e pediu a interrupção das ações militares, defendendo o respeito à soberania do Irã.

Haddad comentou sobre a crescente influência da China no cenário internacional, destacando que o conflito atual reflete um movimento estratégico dos EUA para conter essa ascensão. “A China assusta demais os Estados Unidos. Este conflito é um movimento político estratégico, assim como ocorreu na Venezuela”, observou o ministro.

Preparação Econômica do Brasil

O ministro da Fazenda enfatizou a importância de o Brasil estar preparado para enfrentar diversos cenários, sejam eles conflitos armados, mudanças climáticas severas ou pandemias. “É preciso ter humildade e não sobrevalorizar as forças do país, mas também não desconsiderá-las”, afirmou Haddad, reforçando a necessidade de uma abordagem equilibrada na condução da política econômica.

À medida que o cenário internacional continua a evoluir, o Brasil se posiciona para manter a estabilidade econômica interna, aproveitando suas reservas e capacidade de produção energética. Acompanhe o Portal Pai D’Égua para mais atualizações sobre este e outros temas de relevância global, com compromisso com a informação de qualidade.

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