Um comentário feito por um usuário residente em SP, na plataforma X, gerou controvérsia e revolta nas redes sociais no último domingo. O comentário minimizava a grandiosidade do Círio de Nazaré 2025, afirmando que o povo de Belém do Pará seria “carente de atração cultural” e que “qualquer evento lá” atrairia multidões. O autor ainda sugeriu que um show de uma figura popular seria capaz de emocionar a população local.
A publicação rapidamente se espalhou, provocando reações de indignação em internautas de diversas regiões do BRASIL, especialmente no Pará. Muitos acusaram o autor de preconceito e desconhecimento da cultura amazônica e da importância do Círio de Nazaré.
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Após o comentário inicial, o usuário continuou com declarações semelhantes. Outro internauta chegou a afirmar que os paraenses seriam “muito sem noção”, ao que o autor da postagem respondeu dizendo que havia “suavizado” a crítica.
A repercussão negativa se intensificou quando outros usuários começaram a atacar elementos da cultura e culinária paraense. Um deles criticou a maniçoba, prato tradicional das festividades do Círio, chamando-o de “mato aguado”. Outros comentários afirmaram que o povo paraense seria “carente de tudo”, que a cultura local se resumiria a “fofocar a vida alheia” e a brigas entre times de futebol, além de priorizar a religião em detrimento da ciência.
A sequência de comentários ofensivos provocou uma onda de respostas de indignação, ironia e defesa da cultura paraense. Um internauta rebateu, afirmando que o Círio é “o maior evento religioso do BRASIL”. Outro ironizou, questionando qual seria a cultura de SP.
O Círio de Nazaré é um dos maiores eventos religiosos do mundo, atraindo milhões de pessoas. A procissão deste ano reuniu mais de 2,5 milhões de fiéis em um percurso de 3,6 km pelas ruas de Belém. A imagem de Nossa Senhora de Nazaré é carregada em uma berlinda, acompanhada por uma grande multidão.
O evento é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e também como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
Fonte: www.oliberal.com