Destaques:
- China, África e países do Golfo condenam ataques ao Irã.
- Apelo por cessação de hostilidades e respeito ao direito internacional.
- Preocupações com a estabilidade no Oriente Médio e impacto global.
Governos e organizações internacionais manifestaram-se neste sábado (28) para condenar os ataques militares envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, além das ações que atingiram países do Golfo. As declarações pedem cessação das hostilidades, respeito ao direito internacional e retomada do diálogo.
Condenação Saudita
O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita condenou a "flagrante agressão iraniana" e violação da soberania dos Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Kuwait e Jordânia. O governo saudita declarou solidariedade "total e inabalável" aos países citados e alertou para as "graves consequências" da contínua violação dos princípios do direito internacional.
Direito de Resposta do Catar
O governo do Catar condenou o lançamento de mísseis balísticos iranianos contra seu território, classificando o ataque como uma violação de sua soberania. Doha afirmou que se reserva o direito de responder de forma proporcional, conforme o direito internacional, e reiterou sua defesa histórica do diálogo com Teerã.
Preocupação Chinesa
O Ministério das Relações Exteriores da China declarou estar "extremamente preocupado" com os ataques e exigiu a interrupção imediata das ações militares. Pequim defendeu o respeito à soberania do Irã e a retomada do diálogo para preservar a estabilidade no Oriente Médio.
Posição da União Africana
A União Africana, por meio de nota assinada pelo presidente da Comissão, Mahmoud Ali Youssouf, expressou "profunda preocupação" com a escalada militar. O bloco destacou o risco de impacto negativo nos mercados de energia, segurança alimentar e estabilidade econômica, especialmente em países africanos.
As manifestações ocorrem em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, com líderes internacionais alertando para o risco de um confronto regional de maiores proporções.