CBV contesta lei municipal de Londrina que barra atletas trans em competições de vôlei

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© Carolina Oliveira/Osasco
© Carolina Oliveira/Osasco

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar uma lei municipal de Londrina, no Paraná, que proíbe a participação de atletas transgêneros em eventos esportivos na cidade. O pedido foi protocolado na última quarta-feira (25).

A norma em questão entrou em vigor em 2024 e tem impacto direto nos jogos das semifinais da Copa Brasil, que estão programados para acontecer neste final de semana no município paranaense.

A CBV argumenta que a proibição afeta a jogadora Tiffany Abreu, primeira mulher transgênero a competir em eventos de vôlei no Brasil. Tiffany faz parte do time do Osasco São Cristóvão Saúde e tem uma partida marcada para esta sexta-feira (27) contra o Sesc RJ Flamengo, no ginásio do Moringão, em Londrina.

Segundo a confederação, Tiffany está devidamente registrada e autorizada a participar da competição, seguindo todas as regras e normas estabelecidas pela CBV para a participação de atletas trans em competições nacionais.

A ministra Cármen Lúcia é responsável por relatar a ação no STF.

Em comunicado, o Osasco São Cristóvão Saúde enfatizou que Tiffany atua profissionalmente há mais de oito anos, respeitando rigorosamente os critérios médicos estabelecidos pela CBV. O clube reforçou seu compromisso com a inclusão, diversidade e respeito a todos os indivíduos, apoiando integralmente a atleta e defendendo seu direito constitucional ao trabalho sem discriminação.

A discussão em torno da participação de atletas trans em competições esportivas levanta questões importantes sobre igualdade, respeito e inclusão no meio esportivo, refletindo um debate mais amplo na sociedade.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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