Investigação sobre o acidente na rodovia federal
O motorista de um caminhão envolvido em um grave acidente na BR-010, no nordeste do Pará, foi colocado em liberdade após passar por audiência de custódia em São Miguel do Guamá. O condutor, que havia sido preso em flagrante pela Polícia Militar, obteve o direito de responder ao processo em liberdade mediante o pagamento de uma fiança estipulada em quase R$ 10 mil.
A colisão, que resultou na morte de seis pessoas, ocorreu na noite do dia 11 de junho. O acidente envolveu um caminhão que seguia em direção ao estado do Maranhão e uma van de transporte alternativo que realizava o trajeto entre as cidades de Paragominas e Castanhal. Todas as vítimas fatais, assim como os sete feridos, ocupavam o veículo de transporte de passageiros.
Depoimentos e contradições do motorista
De acordo com informações da Polícia Civil, o caminhoneiro apresentou versões divergentes sobre a dinâmica da batida logo após o ocorrido. Inicialmente, o investigado alegou ter cochilado ao volante, o que teria provocado a perda do controle do veículo e a invasão da contramão. Posteriormente, ele alterou o relato, afirmando ter sido ofuscado pelo farol alto da van.
Durante o depoimento formal, o motorista admitiu ter dormido apenas duas horas no período anterior ao acidente. Embora tenha negado o consumo de álcool, ele confirmou o uso eventual de substâncias conhecidas popularmente como “rebite”, utilizadas para inibir o sono em longas jornadas de direção. O condutor também admitiu ter respondido anteriormente a dois Termos Circunstanciados pelo uso da mesma substância.
Repercussão e desdobramentos do caso
O impacto do acidente gerou grande comoção na região. Entre as vítimas fatais está o motorista da van, um profissional com 25 anos de experiência no transporte de passageiros, morador de Castanhal. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer todas as circunstâncias que levaram à colisão. Enquanto isso, o Instituto Médico Legal (IML) de Castanhal trabalha na identificação oficial de uma das vítimas que ainda aguarda reconhecimento.
A soltura do caminhoneiro, fundamentada na legislação vigente durante a audiência de custódia, não encerra o processo. A justiça continuará a apurar a responsabilidade do condutor no episódio, que é tratado inicialmente como homicídio culposo no trânsito. O Portal Pai D’Égua mantém o compromisso de acompanhar os desdobramentos deste caso, trazendo informações atualizadas com a seriedade e a precisão que o nosso público exige. Continue acompanhando nosso portal para mais notícias sobre segurança viária e fatos relevantes do Pará.
As informações apresentadas nesta matéria são baseadas em dados divulgados por autoridades competentes. O caso pode receber atualizações conforme o avanço das investigações.
Para mais detalhes sobre o caso, consulte a cobertura oficial do G1 Pará.