Operação de resgate intensifica buscas por último desaparecido
As equipes de resgate que atuam na região da Cachoeira Rebojo do Avelino, no rio Xingu, confirmaram a localização de cinco das seis pessoas que estavam desaparecidas após o naufrágio de duas embarcações. O acidente, ocorrido na noite da última quarta-feira (10), mobiliza forças de segurança e apoio logístico em uma área de difícil acesso, situada na Terra Indígena Koatinemo, em Altamira, no sudoeste do Pará.
Até o momento, as autoridades confirmaram o resgate de cinco corpos. Entre as vítimas localizadas estão duas crianças, de 5 e 12 anos, a mãe da criança mais nova, um jovem de 22 anos e um homem de 44 anos. O primeiro corpo a ser encontrado, ainda na quinta-feira (11), foi o do piloto de uma das embarcações, identificado como Romário Kaiapó. As buscas agora se concentram exclusivamente na localização de um adolescente de 14 anos, que permanece desaparecido.
Desafios geográficos e condições de navegação
A área onde o naufrágio ocorreu é amplamente conhecida por navegantes locais devido à periculosidade. A Cachoeira Rebojo do Avelino apresenta correntesza forte e formações rochosas que exigem perícia técnica constante. Imagens registradas pelas equipes de salvamento evidenciam a complexidade do terreno, que dificulta o trabalho dos mergulhadores e das embarcações de apoio.
Segundo informações preliminares sobre a dinâmica do acidente, cerca de 26 pessoas estavam distribuídas entre as duas embarcações envolvidas. Em um dos barcos, que transportava dez ocupantes, quatro pessoas conseguiram sobreviver. O grupo era composto majoritariamente por indígenas das etnias Kayapó e Xikrin, o que mobilizou um esforço conjunto de órgãos de proteção e assistência social.
Esforço conjunto das autoridades
A operação de busca e salvamento é complexa e envolve diversas instituições. Estão empenhados no trabalho o Corpo de Bombeiros Militar do Pará, militares do 51º Batalhão de Infantaria de Selva (51º BIS) e equipes da Marinha do Brasil. O suporte logístico conta ainda com a colaboração da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Norte Energia, que disponibilizaram recursos para auxiliar no mapeamento da área.
Familiares das vítimas e lideranças das comunidades indígenas permanecem na orla de Altamira e nas proximidades do local do acidente, acompanhando o desenrolar dos trabalhos. A Polícia Civil do Pará segue acompanhando o caso para apurar as circunstâncias que levaram ao naufrágio. Para mais detalhes sobre a atuação das forças de segurança, consulte o portal oficial do Corpo de Bombeiros Militar do Pará.
O Portal Pai D’Égua continua acompanhando o caso e trará novas informações assim que forem disponibilizadas pelas autoridades competentes. Mantenha-se informado sobre os desdobramentos deste e de outros acontecimentos relevantes no Pará através da nossa cobertura diária.
As informações apresentadas nesta matéria são baseadas em dados divulgados por autoridades competentes. O caso pode receber atualizações conforme o avanço das investigações.